iPhone 11: o pacote completo da Apple

O iPhone XR foi o celular mais vendido da Apple nos últimos trimestres. Ele mostrou que tem uma grande parcela de usuários que não precisa que todas as características sejam topo de linha desde que possam pagar menos por isso. O iPhone 11 reutiliza essa fórmula de sucesso com atualizações incrementais. Será que esses avanços são o suficiente para você fazer um upgrade?

Design e desempenho

Para começo de conversa, o iPhone 11 é basicamente o XR, então, se o seu objetivo é aumentar a área da tela como se estivesse saindo de um iPhone 6S, iPhone 7 ou até mesmo um iPhone 8, , é muito mais fácil você economizar, já que basicamente temos o mesmo tamanho de tela, com mesma resolução e as mesmas opções de armazenamento do ano anterior com um desempenho bastante similar.

Fazer o upgrade saindo de um iPhone XR foi até estranho, mérito da transferência de dados incrível que o iOS oferece, porque não parecia que alguma coisa sequer havia mudado do XR para o 11.

Apesar das semelhanças, o iPhone 11 tem um alto falante mais alto que me ajudou a ouvir melhor os podcasts enquanto lavava a louça, possui uma maior proteção contra água e trouxe mais bateria.

O salto não foi tão grande quando no modelo Pro Max, até porque o XR já tinha uma duração de respeito, mas basicamente agora dá para ficar uma hora a mais por dia no YouTube. Eu já conseguia 1 dia e pouco de uso no XR, então aprimoraram o que já era ótimo.

O único problema é que apesar de permitir o carregamento rápido, o iPhone 11 ainda não vem acompanhado de um carregador rápido, apenas um de 5 W. A hora que você arranja uma tomada ou algo que carrega melhor, esse celular vira outra história, mas a princípio você terá de pagar mais por isso.

Como o processador A13 teve como principal foco a parte neural para ajudar nas câmeras e a redução de gasto energético, você não vai observar diferenças de desempenho claras. Aliás, é difícil ver alguma diferença nos últimos três lançamentos por conta do tanto que já eram otimizados e nas novas funções de realidade aumentada, inteligência artificial e neural engine, que estao na verdade trabalhando em segundo plano.

Câmeras

O iPhone 11 conta com o maior upgrade de câmera que a Apple fez nos últimos tempos. No iPhone 8 e iPhone X, tivemos um bom avanço de HDR em fotos, enquanto o XR e XS basicamente aplicaram isso aos vídeos e pronto. Sempre sentia que tudo era muito incremental.

Durante esse tempo a concorrência avançou bastante e o iPhone 11 basicamente teve de correr atrás em hardware e em software. O sensor principal continua o mesmo de 12 MP com abertura de f/1.8 que você encontra no XR. Nada mudou, e em fotos comuns com boa luz você não vai perceber a diferença, até você chegar em uma situação de menos luz.

O Deep Fusion é uma tecnologia que chegou apenas no iOS 13.2 e que faz um processamento que dá mais texturas e definição para fotos onde a luz não está tão legal assim. Antes de você clicar para tirar a foto, ele já capturou 9 quadros e está prestes à juntá-los para te dar essa definição maior, o que faz uma grande diferença.

A empresa também finalmente implementou o modo noite, e os resultados são bons, às vezes. Ela consegue ser melhor que a do Google Pixel em alguns momentos. No entanto, para utilizar esse modo noturno para tirar foto, ainda não é possível selecionar manualmente, precisando que o próprio software identifique a necessidade de ativação do recurso. Se você estiver com a câmera em um tripé, ele aumenta o tempo de exposição para 20 segundos e traz resultados ainda mais impressionantes.

 

Além desses dois modos de processamento, você vai perceber que enquanto eu estava na câmera principal, as bordas do software da câmera também continham imagens que ocupavam a tela inteira. Isso serve para ilustrar a diferença de enquadramento que a segunda, e inédita, lente ultrawide pode oferecer.

O que eu acho mais interessante é que esse sensor tem as mesmas características básicas do principal – 12 MP e capacidade de fazer gravações em 4K -, além de claro, ser muito bem estabilizado e manter as cores e balanço de branco, coisa que nem todo fabricante se preocupa em fazer. A transição entre câmeras, mesmo em vídeo funciona bem, o HDR é ótimo e dá para falar que essa é a melhor grande angular do mercado atualmente.

Com esse segundo sensor também se torna possível fazer o modo retrato em qualquer coisa. Não é exatamente qualquer coisa, porque ele ainda vai mal com plantas, mas outros objetos passam a serem reconhecidos e a forma como esse modo retrato é aplicado em pessoas também muda. Não é exatamente um avanço, mas funciona de uma forma diferente.

Mas deixa eu falar de vídeo, que pra mim é um dos maiores destaques. Tudo é extremamente estável seja em 24, 30 ou 60 quadros por segundo e em todas as lentes. Você tem uma estabilização muito boa, tanto na câmera principal, ultrawide e também na frontal.

Outro grande avanço necessário e que já vinha sendo pedido há muito tempo foi a câmera frontal. Ela finalmente passou de 7 MP para 12 MP. Por mais louco que possa parecer, a nova lente frontal capta tanto detalhe que geralmente meu rosto sai quase que manchado. As manchas, pintas e expressões são reais, mas parece que eu estou mais definido que na realidade.

Isso pode ser resolvido aplicando um pouco de filtro embelezador ou editando posteriormente. Prefiro assim do que embaçado que nem na Samsung, mas achei que erraram um pouco à mão. De qualquer forma, o avanço em vídeo foi tão bom que pra mim, como produtor de conteúdo, isso já resolve meus problemas.

Vídeo estabilizado, com ótimo HDR (melhor em 1080p), opção de 4K para ter mais definição e bem otimizado para o Instagram. O iPhone 11 é o melhor celular para Instagram, não havendo necessidade de pegar o 11 Pro. Tivemos pequenos avanços também no HDR das fotos.

Quase que eu esqueço de uma coisa: as slofies. Todo santo ano a Apple coloca alguma funcionalidade boba, dá um nome para ela e o pessoal gosta. Esse foi o nome que a marca deu para os vídeos em câmera lenta com a câmera frontal. Pouca gente vai usar, mas está presente. A Samsung já até se mexeu para colocar via software em seus aparelhos.

Conclusão

Acho que com todas as informações que passei fica fácil chegar a conclusão de que o iPhone 11 só vale a pena como um upgrade se você estiver realmente buscando por câmeras topo de linha. Não que o XR não tenha, mas ficam faltando todas as funções novas presentes aqui, que nesse caso, de quem quer foto, valem o upgrade.

Acho que com a grande queda de 150 dólares lá fora, o XR continuará sendo o primeiro ou um dos mais vendidos pelos próximos meses para quem só quer o básico com tela maior, o iPhone 11 para quem realmente quer o máximo de câmeras sem precisar investir horrores e o iPhone 11 Pro Max para quem precisa de tudo.

Para quem trabalha com produção de conteúdo, esses avanços são extremamente úteis e a mescla de tamanho, capacidade e câmeras, me fazem ficar com o iPhone 11 ao invés do Pro Max, que já é grande e caro demais pra mim.

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