Foston FS-B08: patinete elétrico acessível e competente

O review de hoje é algo que mudou consideravelmente o meu dia a dia. O Foston FS-B08 é um patinete elétrico importado que fica no limite entre o preço e o desempenho. Será que serve para você? Ou será que é furada? É o que eu vou tentar discutir hoje com vocês.

O meu equipamento foi comprado nas lojas americanas através do sistema de marketplace, mas vale lembrar que a Foston não está presente aqui no Brasil, apenas via importação.

Construção e potência

Para começo de conversa, deixa eu ir direto ao ponto: o Foston FS-B08 é uma cópia descarada do patinete M365 da Xiaomi. Eles não são o mesmo produto, porque o Foston tem peças mais simples, desempenho menor e alguns probleminhas em seu projeto que eu já falo mais pra frente. Mas claro, custa basicamente a metade, então é uma troca. É justamente o ato de pesar o que é importante e o que é necessário para você que pode fazer você gostar ou se frustar com ele.

Com relação à velocidade, claramente o Foston tem uma aceleração menor do que o modelo da Xiaomi ou qualquer outro patinete que você vá alugar. Isso não foi exatamente um problema para mim nas retas, já que ele é capaz sim de atingir velocidades máximas parecidas com a dos concorrentes, mas o que incomoda um pouco é que em qualquer subida ele perde uma boa porção de sua aceleração.

Eu por exemplo, gosto de ajudar nessas situações com algumas remadas, justamente pra chegar um pouco mais rápido, mas peso 70 quilos e o patinete pelo menos consegue subir mesmo se eu não ajudar. Para pessoas com mais de 100kg, remar vira uma regra em qualquer subida, já que dificilmente o FS-B08 aguenta sozinho. Se você está acima dos 80kg ou 90kg já começa a ser necessário pegar um patinete mais potente.

Autonomia e bateria

Ser um pouco mais pesado também irá mexer com o rendimento. Querendo ou não, esse patinete aqui percorre distâncias pequenas. Em uma mescla de subidas e descidas, eu cheguei muito perto dos 12 quilômetros anunciados pela fabricante, mas sempre com aquele medo de ter de carregar o equipamento pelo resto do caminho.

Para o meu tipo de uso, esse limite corresponde à dois dias de viagem para o trabalho ida e volta, mas se eu colocar uma viagenzinha nesse meio de caminho já preciso andar com a fonte na mochila e deixá-lo na tomada durante o expediente.

E eu falo durante o expediente porque nada de carregamento rápido. Para ir de 0 a 100%, o patinete precisa de 3 a 4 horas na tomada. O carregador, aliás, parece bem básico, de plástico e bem leve. Eu não senti confiança nele. Para saber se o patinete está carregado, basta olhar no próprio carregador para ver se a luz passou de vermelho para verde.

Na internet aliás, é possível encontrar algumas pessoas que tiveram problemas com o carregamento e com a bateria depois de 2 tipos de situação: chuva e batidas. Nesse ponto vale comentar como os patinetes no geral são frágeis, mas que esse aqui passou na fila mais algumas vezes.

Não dá para pegar chuva com ele ou passar em uma grande poça de água, porque todo o sistema fica na parte de baixo e existem pontos onde a água entra e escorre até a cavidade do motor. Depois, nada de descer calçadas ou se aventurar em lugares super esburacados porque rapidinho rodas empenam ou tem problemas.

Experiência de uso

O equipamento é bem fácil de ser utilizado. No lado direito temos o acelerador, que só funciona depois que você dá um primeiro impulso. Ele é sensível, então dá para acelerar em diferentes níveis. Depois de 5 segundos acelerando continuamente, você ouve um apito e o equipamento entra no modo piloto automático, onde acelera sozinho. Isso é bom para relaxar um pouco a mão, mas foi com ele que no começo eu tive umas situações de quase queda – com o tempo você pega o esquema.

O freio, posicionado no lado esquerdo é desses que você encontra em bicicleta e sinceramente eu achei ele um pouco fraco, você tem de pegar o tempo dele. Mesmo assim, não dava para ele ser super potente senão você cairia.

No centro, basta apertar e segurar para ligar e desligar, dar dois cliques para alternar para o modo de economia de energia – que o deixa bem lento. Um clique liga as lanternas da frente e traseiras que são bem bonitas, mas que poderiam ser mais potentes. Para finalizar, é fácil movê-lo por aí, dobrado ele fica até que bom de carregar, mas 12kg também não são nenhuma pena – exige um certo esforço – e não dá para ir empurrando dobrado, como é o caso das bikes.

Conclusão

Depois de semanas de testes, ficou claro pra mim que o Foston FS-B08 funciona para um público bastante específico: pessoas que não passam de 80kg, com trajetos menores que 10 quilômetros, cuidadosas e que podem assumir o risco de não ter assistência técnica por aqui.

Ainda assim, está difícil encontrar outro patinete nessa faixa de preço que preste, e para mim, os mais caros não fecham a conta. Mesmo com o Foston FS-B08, será necessário alguns meses de boa utilização e muito cuidado para vale a pena o investimento, já que o patinete é mais “sensível” do que eu esperava.

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