Galaxy A30: um celular discreto e competente

O Galaxy A30 só quer saber de uma coisa, entregar o que realmente interessa ao povo: tela, bateria e câmera. Pelo menos é isso que a Samsung pensa, ao focar nesses pilares e deixar de lado detalhes de construção, proteção contra líquidos e algumas outras características que costumavam ser o diferencial da linha A, mas que acabavam encarecendo o smartphone.

Com os preços de lançamento menores que no ano passado, dá para ver que alguma coisa já mudou, mas será que essa mudança de paradigmas valeu a pena? É o que vamos ver no review de hoje.

Corpo e tela

Mesmo a Samsung economizando bem na construção ao passar do costumeiro metal ou vidro da linha A para o plástico, o aspecto reflexivo, bem parecido com vidro, é até que elegante, e não mantém esse modelo muito para trás não.

Claro que você ainda nota uma pequena diferença quando, por exemplo, o coloca ao lado de um Moto G7 Plus, que é realmente de vidro, mas não chega a ser aquela aparência de plástico barato como era antigamente. Some isso ao fato da tela ocupar quase toda a frente e pronto, isso ajuda a dar uma cara mais premium para o aparelho, apesar dessa febre de bordas finas e notch já não ser mais novidade.

Falando em tela, esse é um daqueles pontos que a Samsung sempre valoriza e que continua forte até nos aparelhos mais baratos. No Galaxy A30, além de conseguir crescer sem aumentar o tamanho total do corpo, ela continua com ótimas cores, com brilho suficiente para sair na rua e traz o contraste infinito do AMOLED, além de boas opções de customização. Vale ressaltar que por ter resolução Full HD, ela não deixa muito a ser melhorado nos modelos mais caros.

Agora, algo que eu realmente não gostei foi do reposicionamento do leitor de digitais. Ele está na traseira em um ponto mais alto, embora ainda centralizado, num lugar um pouco mais chato de alcançar e que eu tenho a sensação de que era onde a câmera deveria estar. O pior é que eles tinham arrumado isso na geração passada com o Galaxy S9 e Galaxy Note 9.

Tirando esse pequeno contratempo, o restante do Galaxy A30 está bem dentro do esperado, com entrada de fone de ouvido P2, USB Tipo C, alto falante ruim igual ao Galaxy A50, e, algo que me pegou de surpresa: TV Digital.

Ultimamente esse recurso tem sumido, só aparecendo em alguns modelos bem baratos, mas seguindo a mudança de foco e querendo oferecer funcionalidades mais populares, a antena foi inclusa por aqui. E olha, ela funciona bem e pode ser uma alternativa boa para quem não quer gastar 4G para assistir o futebol.

Hardware e software

Quando o assunto é armazenamento, o Galaxy A30 chegou oficialmente com 64 gigabytes, um bom número para sua faixa de preço. Mais a fundo, você encontra o Exynos 7904, um chip intermediário para fraco, feito pela própria Samsung, bem próximo do Snapdragon 632 presente no Moto G7 Power, suficiente para não ter dor de cabeça jogando PUBG e Arena of Valor, desde que esteja numa qualidade mediana.

Só que aqui você encontra uma desvantagem do plástico. Como esse material não dispersa o calor tão bem quanto metal ou vidro, dá para sentir o aparelho esquentar depois de um tempo jogando. Não chega a ser uma temperatura alta que incomoda as mãos, e provavelmente não vai danificar nada, mas é algo que você nota nesse aparelho e não nos concorrentes que utilizam outros materiais.

Alguns apps como CPU-Z e AIDA64 estão identificando o processador como o 7885, mas quando colocado lado a lado com o Galaxy A7, que tem esse processador, os resultados de benchmark entregam valores diferentes, com o 7885 entregando quase uns 15% a mais, então seria até melhor que fosse ele de verdade, mas não é.

No geral, o hardware não tem destaques nem traz nada de novo, mas também não vai ficar ultrapassado em menos de um ano. Um ponto positivo é já estar atualizado para o Android 9, que dentre outras coisas, traz a nova interface da Samsung, a OneUI.

Já falamos mais a fundo sobre ela em alguns reviews, mas para resumir, a experiência tem sido legal, cheia de funções úteis, e não pesa tanto assim, só que o que eu mais tenho aproveitado é o modo escuro e as novas formas de Always On Display, que além de bonito, ajudam a aumentar a vida útil da bateria.

Falando nela, a carga total é de 4000 mAh e segura bem durante todo o dia, melhor até que o Galaxy A50, que tem a mesma carga, mas um chip mais potente e gastão. Para carregar, o Galaxy A30 leva vantagem de novo, precisando de um pouco menos de tempo na tomada, totalizando 1 hora e 45 minutos para ir de 0 a 100%, no carregador de 15 Watts.

Câmera

Onde eu esperava menos, mas acabei me surpreendendo, foram nas câmeras. O sensor frontal tem 16 megapixels e não aplica uma tonelada de maquiagem no pós processamento, nem te deixa com cara de fantasma, igual quase todos os outros modelos Samsung de 2019. Durante a noite, as fotos ficam até que boas, sem tanto chiado, desde que a iluminação esteja aceitável.

Uma grande dificuldade desse sensor são cenas contra luz ou com luz muito forte, quando o modo retrato tem a tendência de estourar com facilidade. Basicamente, mesmo sem ter uma baita câmera, as selfies ficam um pouco acima da média quando a iluminação ajuda.

Na traseira, são dois sensores. O principal de resolução 16 megapixels e abertura f/1.7, acompanhado de uma ultrawide de 5 megapixels e abertura f/2.2. O segundo sensor é bem legal e traz uma função que eu particularmente gosto e acho útil, mas é praticamente inutilizável em baixa luz.

Isso dai é algo que é comum para esse tipo de lente nos celulares mais baratos. A surpresa, no entanto, é o modo retrato todo feito por software, que o deixa limitado apenas a rostos, sem recortar objetos. Eu honestamente não senti tanta falta desse modo, até porque o efeito no rosto não ficou ruim, principalmente em boa luz.

O sensor principal também já possui habilitado o novo otimizador de cenas da One UI, que adapta as configurações de cor e ISO de acordo com o tema reconhecido na foto, um adendo que realmente funcionou e deu um help para cenas que antes ficavam meio sem graça nesses modelos mais baratos.

Para filmagens, no entanto, o A30 fica um pouco para trás. A resolução está limitada ao Full HD, mas mesmo assim não conta conta com nenhum tipo de estabilização, tanto na câmera traseira quanto na frontal.

Para fechar, o A30 já consegue se conectar em redes 5 Ghz, tem um GPS com boa qualidade e como todo o resto da linha perdeu a função de NFC, presente apenas nos modelos do ano passado e que possibilitam o Samsung Pay, que não parece mais tão importante.

Conclusão

Para concluir, o Galaxy A30 não tem nenhum defeito muito grave. Você pode ser positivo e pensar que as fotos com pós processamento mais quente agradam mais do que outros aparelhos da Samsung, o desempenho mais baixo acaba ajudando na bateria, e que ele ainda possui TV Digital.

Ainda assim, nada sai do mediano. O desempenho, a qualidade das fotos e até a vida útil da bateria fica dentro do esperado, sem impressionar. É claro que isso não é necessariamente um problema, ainda mais considerando que ele já baixou de preço desde o lançamento. Ele é uma boa opção para quem só precisa de um celular consistente, e a cada queda de preço, suas características começam a ficar acima da média.

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3 Comments
  1. Não comprem esse telefone nem nada da samsung, com 1 mês de uso levei ele na garantia pq ele não queria carregar falaram que é oxidação do aparelho!! me poupe né

    • Decepção total. Escrevo aqui porque quero ajudar outros a não cairem na besteira de jogar dinheiro fora no A30. Bateria, mais parece um aquecedor. Vivo no RS, onde faz zero graus e bateria chega a 38.4 graus. Consequência? Dura 6 horas no máximo. Se eu tivesse lido um comentário desses antes, não teria perdido dinheiro.

  2. Decepção total. Escrevo aqui porque quero ajudar outros a não cairem na besteira de jogar dinheiro fora no A30. Bateria, mais parece um aquecedor. Vivo no RS, o de faz zero graus e bateria chega a 38.4 graus. Consequência? Dura 6 horas no máximo. Se eu tivesse lido um comentário desses antes, na teria perdido dinheiro.

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