Galaxy J8 vs Galaxy J7 Prime 2: uma decisão difícil

Hoje nós vamos comparar dois aparelhos da linha mais econômica da Samsung, o J7 Prime 2 foi lançado em abril de 2018, e veio como atualização do J7 Prime, com o Galaxy J8, foi lançado 3 meses depois e tenta dar uma cara nova para esses modelos de entrada da marca. Qual vale mais a pena? É o que vamos entrar mais a fundo hoje para te responder.

A Samsung sempre aposta em bastante variedade para esse segmento de smartphones de entrada, porém nem sempre a intenção da marca fica clara. É um upgrade? É um sidegrade? É só para cumprir tabela? Enfim, como tudo fica muito perto, precisamos cavar um pouco pra entender as diferenças.

Design e tela

Nesse caso, o Galaxy J8 quando comparado com o J7 Prime 2, tem melhorias discretas, a maioria focada no visual. O botão físico de home que era junto do leitor foi embora e passou a ser na parte traseira do aparelho.

O acabamento em alumínio voltou a ser de totalmente de plástico, uma característica que particularmente não me incomoda, mas que pode ser visto como um retrocesso para alguns.

Outra diferença clara é o aumento de tela para o formato 18:9 que ocorreu sem aumentar muito o tamanho do aparelho. De resto, ele dá passos mais curtos, que não afetam tanto assim o seu dia-a-dia.

Mas antes de abordamos todos esses pontos eu preciso voltar na tela. O J8 tem um painel de 6 polegadas feito com tecnologia super AMOLED e resolução apenas HD, enquanto o J7 Prime 2 tem 5,5 polegadas com resolução Full HD, isso de novo, pode ser considerado um passo para trás em algumas situações, como YouTube e Netflix, onde a resolução máxima do vídeo bate nos 720p.

Para complicar nossa escolha, a tela do J7 Prime 2 não é ruim, mas é de tecnologia diferente, PLS, que é basicamente a sigla da Samsung para LCD IPS. Eu, particularmente, prefiro as telas de AMOLED, principalmente por conta das cores mais vivas, e claro, existem também diferenças objetivas para preferir as telas de AMOLED, mais econômicas, ângulos de visão melhor e nesse caso o brilho é mais forte, atingindo 100 lux a mais do que o Prime 2.

Ou seja, a resolução é pior mas ela vai melhor nos outros quesitos. Minha opinião final? Gosto mais do J8 pelo espaço de tela, já que a resolução não me incomodou.

Desempenho

A outra mudança foi no Chipset, que vai do Exynos 7870 para o Snapdragon 450, um avanço pouco significante de 4 núcleos em 1,6Ghz para 1,8Ghz. Isso não quer dizer que não teve nada de melhor, principalmente na placa de vídeo, como é de costume nos chips da Qualcomm, mas o ponto principal dessa escolha foi o suporte para a câmera dupla do J8.

Até porque, utilizando os aparelhos lado a lado, os pequenos ganhos do 450 se somam a quase nada. Os joguinhos ainda ficam em configuração mais baixa e a velocidade para abrir apps é praticamente a mesma, inclusive por culpa dessas travadas eu morri atropelado no PUBG!

O que você vai perceber mesmo é como esse chip é mais econômico. É possível conseguir até 3 horas a mais de tela por conta da sua eficiência energética, a resolução menor e um pequeno incremento na bateria – que passou de 3300 mAh para 3500 mAh.

Como vocês podem ver nos nossos testes, o J8 tem um consumo bem menor em vários aplicativos. Além disso o Snapdragon permite um carregamento em menos tempo, mas atenção que não é por conta da função “fast charge”, porque nenhum dos dois possui essa capacidade, é só a questão de carregar mais rápido mesmo.

Câmera traseira e frontal

A última diferença que vale a pena comentar é das fotos. A resolução do sensor aumentou de 13 para 16 megapixels na câmera principal e na selfie, porém isso influenciou pouco na qualidade das fotos.

A mudança principal, é no entanto, a presença da segunda câmera de 5 megapixels na traseira que possibilita o modo retrato pela primeira vez na linha J – esse é aquele recurso que gera um desfoque atrás da pessoa, chamado aqui de foco dinâmico, e tem sido a febre de 2018, todo mundo quer ter duas câmeras agora.

Existem alguns aparelhos da própria Samsung capazes de fazer um “fake” modo retrato sem segunda câmera, caso do próprio J8 que tem o foco da selfie, mas o resultado geralmente é pior e o J7 Prime 2 não tem capacidade para isso. Aliás, ele tem problemas de foco, quem dirá retrato.

No geral, o J8 ainda tem dificuldade de manter a foto nítida logo que a luz começa a baixar um pouco. Uma solução legal é usar o modo esporte que eu sempre indico pra celulares da linha.

Outro ponto é que não houve avanço algum quando falamos de vídeo. O J8 ainda grava em apenas Full HD.

Mais um detalhe que é legal comentar, é que só apareceu no mercado o J8 com 64GB de armazenamento, enquanto o J7 Prime 2 conta com apenas 32GB e tem um giga a menos de RAM.

Todos os dois aparelhos contam com todos os sensores, tem um GPS que funcionou sem problema algum em nossos testes e nenhum dos dois conta com NFC. Se você quer ver TV pelo celular no entanto, não tem jeito, apenas o J7 Prime 2 tem tal funcionalidade, que bem, é o padrão de todos os aparelhos com sinal FullSeg.

Conclusão

Você consegue encontrar o J7 Prime 2 por menos de 900 reais, enquanto o J8 ainda está flutuando perto dos 1200 reais. Se o J8 ficar mais barato nos próximos meses, não tem discussão, ele é o aparelho superior, terá mais longevidade, espaço, um filetinho a mais de performance e uma tela mais bonita apesar de menor resolução.

Enquanto isso não acontece, eu vejo o J7 Prime 2 como uma opção legal pra quem quer gastar menos, não precisa de tanta coisa e quer ver TV Digital no celular. Sinceramente, eu daria uma olhada em um terceiro modelo, o J7 Pro, que fica no meio do caminho – por uns 1000 reais e entrega uma mescla desses dois modelos apresentados.

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