Galaxy J8 vs Galaxy J7 Pro: qual geração se sai melhor?

O Galaxy J8 é a atualização do conhecido Galaxy J7 Pro, mas não é exatamente uma evolução em todos os pontos. Para entender um pouco melhor se vale a pena seguir com o modelo mais novo ou ficar com o antigo, eu coloquei os dois frente a frente para que você saia daqui sabendo exatamente do que cada um é capaz.

Design

Logo de cara dá para perceber que os dois modelos dividem algumas características externas. Sua traseira é bastante lisa e minimalista, mas o que era alumínio no ano passado virou um plastico que risca bastante, então é bom ficar de olho na capinha.

A mudança de materiais permitiu a empresa retirar essas linhas por onde o sinal de telefonia passava e mudar um pouco o layout, mas as bordas chanfradas característica da marca ainda estão por aqui. A saída de som na lateral direita, bandeja com 3 espaços e até mesmo o micro USB que estranhamente não foi embora ainda.

Acho isso interessante, mantém a linha fiel ao que é e cria diferenças incrementais, nada como é a transição da linha G para o Motorola One que dá para dizer que é de outra empresa.

Em questão de pegada o aparelho mudou bastante já que passamos de uma tela 16:9 para 18:9, o que não aumentou a largura, mas o deixou um pouquinho mais alto ao passar de 5,5 para 6 polegadas.

A tela é um ponto controverso. Apesar de utilizar a mesma tecnologia super amoled, ter cores e contraste extremamente parecidos e até um pouquinho mais de brilho, a resolução passou de Full HD para HD. O que não incomoda no dia a dia, mas pode não passar despercebido pelos loucos por vídeos e filmes.

Desempenho

Em desempenho e configurações tivemos um avanço, mas nada muito grande. Primeiro que o processador passou de um Exynos 7870 para um Snapdragon 450, que tem os mesmos 8 núcleos mas um clock máximo de 1,8Ghz contra 1,6Ghz do anterior.

Isso na verdade não é nem o melhor dos incrementos, já que a presença da Adreno 506 – do conhecido Snapdragon 625 é quem traz um fôlego a mais na hora de jogar. Isso quer dizer que Breackneck que as vezes dava uma engasgadinha no modelo anterior roda liso por aqui, mas não dá para exagerar.

PUBG roda com gráficos no mínimo e tem algumas quedas incômodas. O mesmo serve para o Asphalt 9, que não é “injogável”, nem perto disso, mas se você é muito hardcore vai sentir que precisa de mais.

Os dois tem 64GB de armazenamento aqui no Brasil e o J8 trouxe 4GB de RAM. As velocidades das memórias são extremamente parecidas e você sente pouco a diferença desse 1GB a mais para ser bem sincero. A escolha do Snapdragon 450 é, do meu ponto vista, extremamente relacionada com a câmera dupla, uma das funções que esse SOC aqui permite.

Câmera traseira e frontal

A principal diferença que temos nas câmeras são sua resolução, que passou de 13 para 16 megapixels na frontal e traseira, que mantiveram suas aberturas de f/1.7 e f/1.9, respectivamente.

Temos então o acréscimo da segunda lente de 5 megapixels que ajuda a formar o modo retrato, que sinceramente trouxe alguns resultados bem ok se pensarmos no preço atual do J8, que está ali perto dos 1200 reais.

No uso geral tivemos algumas mudanças boas de um para o outro. O J8 tem menos contraste e saturação que o Pro, o que na maioria das situações me traz uma foto agradável, mas não é sempre não, tem hora que o J7 Pro sai bem mais legal.

Na frontal a mesma coisa, menos contraste e saturação e mais detalhes, além do aumento de resolução que deveria ajudar a dar mais detalhes para as fotos, mas a Samsung teima em fazer um processamento forte em todos os momentos.

Temos por aqui um modo retrato com câmera única que vai melhor também no J8, e que acerta muito mais o balanço de branco, que é geralmente mais frio no J7 Pro.

Software e bateria

Aliás, o aparelho mais novo vem junto com um software também mais atualizado, que traz alguns benefícios. O primeiro deles é a opção de separar a saída de áudio quando pareado no bluetooth, temos ainda o teclado com barra de ferramentas, o Bixby Briefing que te acorda já avisando como está o tempo, a presença do Samsung Connect, e algumas outras pequenas melhorias que a evolução para o Android 8 trouxeram.

Se essas características chegarão ao J7 Pro é difícil saber, mas geralmente a Samsung é boa em demorar para trazer atualizações.

Com relação a bateria os aparelhos são extremamente parecidos. O J8 traz 3500 mAh contra 3600 mAh do J7 Pro, o que acaba por se equilibrar entre tela maior com menor resolução, processador e entrega 9 horas de tela.

O carregador é basicamente o mesmo de 7,5W e o carregamento completo passa de 2 horas completas, o que é um pouco incômodo, mas que só se torna melhor em uma faixa de preço acima no caso da Samsung. Para quem curte Motorola sabe que até o modelo mais básico da linha G, o Moto G6 Play, tem carregamento rápido.

Conclusão

O J7 Pro está saindo por 1000 reais e o J8 por 1200. Para quem quer mais espaço de tela eu acho o 18:9 mais confortável e a queda de resolução pouco incomoda.

Sinceramente, os aparelhos são extremamente parecidos e pagar um pouco mais para ter mais longevidade pode ser uma opção, mas se você não pode gastar 200 reais a mais, dá para ir com o J7 Pro sem problema algum. Não vai perder muita coisa.

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