Galaxy M10 vs M20 vs M30: qual vale mais a pena?

A linha M da Samsung já está há um tempo no mercado e nós não só já apresentamos ela para vocês como já fizemos review de cada um separadamente. Mas se você quer comprar um aparelho que só vende pela internet e está confuso, nada melhor do que a gente comparar todos de uma vez só: M10, M20 e M30. Quem tem o melhor custo benefício? É o que a gente vai descobrir nesse comparativo.

História e evolução dos preços

Surgindo das cinzas da linha J, os modelos que contém M no nome não são substitutos dos antigos baratinhos da Samsung. Na verdade, essa linha representa uma nova estratégia da empresa, que mudou um bocado suas prioridades de características, ano a ano, e decidiu eliminar o agente intermediário, lançando os aparelhos apenas no e-commerce, ou seja, apenas pela internet para melhorar o preço.

Com isso, ficou a dúvida se assim como todos os modelos anteriores da Samsung, o preço cairia depois de alguns meses. E sim, eles já estão com um custo bem menor se considerarmos todos os descontos possíveis. O Galaxy M30 pulou de R$1.499,00 para R$999,00 – uma queda até maior do que a média. No caso do M10 e M20 a redução foi menor, mas virou uma escadinha. Com isso em mente, vamos logo responder qual dos três você deve comprar.

Design e tela

É claro que depende, mas nem tanto quanto você imagina. Começando pela construção de cada um. Os dois mais baratinhos, o M10 e o M20, tem o design externo bem parecido. Ele possuem o mesmo notch, ambos com bordas minúsculas, corpo inteiro feito de plástico e, só para falar que o tamanho não é igual, o M20 cresce 1 milímetro em cada dimensão.

O M30 também não é super diferente. Ele tem o entalhe um pouquinho mais acanhado e cresce um pouco mais, já que para a Samsung, quanto maior, mais avançado.

Todos tem entrada para fone de ouvido, bandeja dupla mais slot próprio para cartão de memória e entrada para fone de ouvido P2. De resto, começam a aparecer pequenas diferenças.

A mais bizarra é que você só consegue liberar a tela do M10 por senhas ou pela face. Em pleno 2019 ele não tem leitor de digitais. Eu já tinha visto o contrário e não gosto da falta que esse método faz. A velocidade do desbloqueio facial não é ruim, só que como já foi demonstrado muitas vezes, tal função não é das mais seguras, principalmente com processadores e câmeras frontais ruins.

No M10, o som também sai pela traseira do aparelho, basicamente o pior local para ter uma qualidade legal, já que ele vai para longe de você. E claro, ele conta com um conector Micro USB ao contrário do USB-C dos modelos um pouco mais caros.

Foram várias escolhas de design que não ajudam o aparelho mais barato a se sobressair, principalmente porque ele também faz cortes em características que fazem sentido.

Uma dessas economias é na qualidade da tela. O mais barato tem painel TFT e resolução HD, enquanto o Galaxy M20 já aumenta a resolução para Full HD, e o mais caro da linha passa a utilizar o painel AMOLED, também com a resolução mais alta. Formam uma escadinha de qualidade, com avanços cada vez que você coloca mais R$100,00.

As telas HD não afetam muita coisa no dia a dia, mas se você gosta de assistir YouTube pelo celular – o que engloba mais de 70% da nossa audiência – você vai notar que a imagem não fica tão nítida assim. Como temos também um avanço em brilho, eu sinceramente acho que pelo menos um M20 com todas as outras características superiores é uma opção com melhor custo benefício que o M10.

Entre o M20 e M30, eu acho que tudo bem o painel não ser AMOLED no intermediário, mas como ela não é nem IPS, os ângulos de visão são piores, e as cores tem um alcance consideravelmente menor, e contraste claro, fica para trás. Não são horrores, mas você sente a diferença.

Desempenho e bateria

No assunto hardware, os 3 optam por chips da casa, o mais barato conta com um Exynos 7870 com 32GB de armazenamento e 3GB de memória RAM, uma configuração bem básica e que apareceu bastante no ano passado.

Os modelos M20 e M30, até por contarem com uma tela Full HD exigem um upgrade, e chegam com o Exynos 7904, 64GB de armazenamento interno e 4GB de RAM. Bons valores para o dia a dia.

A performance do M10 é baixa, bem baixa mesmo. O Antutu mal passa dos 50 mil pontos, um dos valores mais baixos do ano. Até o Moto G7 Play, que é o básico da concorrente Motorola fica na frente nesse resultado.

O M20 e o M30 no entanto, colocaram um processador mais interessante de última geração, e que alcança melhores resultados, dando para aproveitar um pouco mais.

Deu para curtir Grand Chase e Arena of Valor, ambos rodaram até que bem por aqui. Asphalt 9 fica no reduzido mas rodou, só que Fortnite não foi liberado para esse chip aqui. Quem gosta desse estilo vai ter que ficar com PUBG ou Free Fire.

No geral, os mais caros até que são aparelhos bons para quem quer jogar, até por conta da grande bateria, só o Galaxy M10 que realmente fica para trás, sendo melhor só para o dia a dia, sem se aventurar em nada mais pesado.

Outro detalhe que está cada vez mais importante, agora que estamos entrando na geração sem fios, é a versão do bluetooth. O M10 só tem o 4.2, enquanto os outros dois já vem com a versão 5.0. Os sensores de navegação estão todos presentes nos 3, mas só de ter a versão antiga do bluetooth você já fica bem limitado na usabilidade.

Como todos são da mesma empresa e estão atualizados para a versão mais atual do Android e da One UI, a última diferença nessa parte interna é a bateria. O M10 tem carga de 3.400mAh, contra 5.000mAh mil nos outros dois.

O consumo não é ruim no aparelho mais barato, mas claramente os gráficos mostram a vantagem de ter uma carga adicional de 1.600mAh. Para recarregar que você pode se assustar, já que precisamos de um tempo considerável para encher essas baterias enormes. O tempo entre os dois no entanto não é muito diferente.

Câmera

Só falta então falar de câmera. Aqui os parecidos são o M10 e o M20, já que os dois possuem o mesmo conjunto na traseira, de 13MP na câmera principal e apenas 5MP na ultrawide. Os números são os mesmos no Galaxy M30, mas com a adição da câmera para profundidade, também de 5 megapixels.

Apesar da semelhança, nem adianta comparar muito o M10 com os outros dois, já que ele é muito fraquinho, perdendo definição até nas sombras das fotos. A única forma dele performar de forma aceitável é se o dia estiver bonito, situação onde praticamente qualquer smartphone hoje vai bem.

 

O M20 dá um passo para frente, mas só um passo. Ele ainda compartilha das mesmas limitações do M10, mas o processador mais potente consegue dar um tapa melhor na foto, de vez em quando.

O M30 dá mais dois passos e traz melhores resultados em alguns recursos, como o HDR, um modo retrato que erra um pouco menos, e claro, o mesmo pós processamento meio exagerado da Samsung, que surgiu nos lançamentos de 2019 e que está presente nos três.

O maior diferencial aqui é a lente aberta, algo raro de encontrar nessas linhas mais básicas. Honestamente, o esforço vale, mas a qualidade deixa a desejar. A distorção nas bordas, principalmente no M10, é muito grande e qualquer luz mais difícil já prejudica bastante a foto. De novo, você tem um resultado melhor no M30, mas é pouca coisa ao lado do M20.

Na câmera frontal que os sensores ficam diferentes. O M10 tem a câmera mais fechada e de apenas 5MP, contra uma mais aberta de 8MP do M20, e o M30 entregando o dobro, 16MP. Aqui, também estamos falando de câmeras simples, onde o que você mais sente é o exagero do embelezamento da Samsung, até com o efeito desligado.

 

A qualidade do M30, dentro dessa faixa de preço, até merece destaque, trazendo ótimos resultados no HDR e por consequência melhor contraste e um destaque para os detalhes da cena. O M20, em comparação, até que vai bem, mas tem mais dificuldade em ambientes com menos luz. E o M10, além de ter mais dificuldade ainda, dá uma cara diferente para as selfies, por ser mais fechada. Claro que todos vão bem se o ambiente ajudar, só que você tem pequenos ganhos de performance ao gastar mais.

E quando falamos de vídeo, todas as câmeras gravam no máximo em 1080P a 30 quadros por segundo, sem nenhum tipo de estabilização. Os três ficam restritos à filmagens com pouco movimento, e sem grandes ambições quanto a qualidade.

Conclusão

O Galaxy M10 é claramente aquele aparelho para quem não pode gastar. Eu falo “não pode”, porque se eu puder te dar outra dica, seria para parcelar em mais vezes e pegar pelo menos o M20, de verdade. No longo prazo você vai “economizar” ao gastar um pouco mais.

O M20 aliás, é a melhor opção para quem não liga tanto para câmeras e consegue viver com o painel TFT, já que a tela é Full HD e o processador, armazenamento e a bateria são iguais ao modelo mais caro. Então, o nosso escolhido dessa disputa acaba sendo o Galaxy M20, que oferece um melhor custo benefício e deve ter uma vida útil melhor que o M10.

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