Galaxy S10e: um compacto de respeito

Para ser bem sincero, o Samsung Galaxy S10e foi a mais grata surpresa entre todos os lançamentos de 2019 da fabricante sul coreana. Fugindo da necessidade de ter todos os últimos apetrechos e tecnologias, esse celular me parece muito mais são.

Ele faz sentido, usa o que precisa e nega o que não é absolutamente necessário, até porque, precisa se manter um pouco mais barato. Posso até estar sendo tendencioso, porque gosto de aparelhos pequenos, mas que tal eu te contar exatamente como cheguei nessa minha opinião?

Todo mundo sabe que os usuários estão cada vez exigindo mais dos smartphones. É difícil alguém trocar de celular e não fazer um upgrade hoje em dia, afinal, eles estão virando parte central do nosso dia a dia. Já transformei o meu Galaxy S9+ em um console completo, editei um vídeo inteiro apenas no Galaxy A80 e já consigo fazer grande parte do meu trabalho em algo mais portátil.

Com os usuários pedindo mais, a empresa entrega mais e a estratégia da mercado e da Samsung no último ano foi aumentar preços e criar uma linha maior de topos de linha.

Desempenho

O S10e está localizado na base da décima geração da linha S, com o mínimo necessário para ser um topo de linha – um minimalista potente. Primeiro precisamos falar de processador, até porque um topo de linha não é topo de linha sem ter o melhor processador disponível na época de seu lançamento.

Por aqui encontramos o Exynos 9820, que é basicamente o chipset mais potente que a Samsung tem para entregar. Para se ter uma ideia, o Galaxy Note 10 utiliza o mesmo chipset com uma litografia menor para economizar bateria, mas parece que em desempenho é basicamente tudo a mesma coisa, poucas diferenças.

Usar esse processador te permite muito mais do que jogar Fortnite na resolução máxima. Meu amigo, é possível pegar um Adobe Rush da vida e exportar vídeos em 4K direto do seu celular e com uma velocidade boa. Através do processador e dos 6GB de RAM que temos por aqui, usar o S10e como um “mini PC” através do DeX também oferece uma experiência melhor do que o Galaxy S9. Apesar dos outros modelos começarem em 8GB de RAM e chegarem até 12GB, esse foi o sacrifício para oferecer um celular mais acessível.

Se o seu PC desktop não tem uma placa de rede que permite Wi-Fi, você pode usar o S10e como receptor ou mesmo o próprio 4G com boa velocidade, já que o modem dele é bem superior. Dá para jogar no próprio celular enquanto faz live ao mesmo tempo sem se preocupar porque tudo aqui é consistente.

A Samsung ajuda com o software que faz a transmissão, dando até para enviar a imagem do celular para uma placa de captura através do USB-C, porque sim, ele envia sinal HDMI. Com essa saída você ainda consegue usá-lo no modo DeX para substituir rapidamente o seu computador. Afinal, já dá para fazer quase tudo por aqui. Sim, eu sei que o Galaxy S10+ entrega muito do que já ando falando aqui, mas o que realmente impressiona é o fato de termos tudo isso em um corpo super pequeno.

Construção e bateria

Diferente do modelo mais barato do Note 10, ainda temos uma entrada de cartão micro SD para transferir arquivos, coisa que pode ser mais útil do que necessária, já que temos 128GB de espaço interno. Pode parecer besteira para o dia a dia, mas se você decidir usar o S10e com a câmera principal para gravar em 4K, vai sentir que precisa de um pouco mais de espaço. Vale só lembrar que ele utiliza uma bandeja híbrida, então não é o melhor dos mundos, mas já serve.

O aparelho ainda traz a entrada P2 de fone de ouvido, que ajuda a ligar de forma fácil um microfone para melhorar o áudio das gravações e um fone de ouvido da AKG que eu gosto bastante. O que veio junto do meu Galaxy S8 vai fazer 2 anos de uso e funciona perfeitamente.

Para fechar, o leitor de digitais fica na lateral, que não é o lugar mais cômodo, principalmente para quem é canhoto, mas é fácil de se acostumar, e sinceramente, o leitor físico ainda é bem mais rápido do que o embaixo da tela utilizado nos modelos acima dele.

Como eu comentei, tudo isso está presente em um corpo super compacto com uma tela de 5,8 polegadas. Quer dizer, só dá pra chamar de super compacto hoje em dia, porque até o Galaxy A10 é maior, com 6,2 polegadas. Além disso, apesar do mesmo tamanho de tela de um S8, eles conseguiram tirar as bordas superiores e inferiores, o que fez ele ficar ainda menor.

Outra economia que podemos observar nele foi a resolução da tela, apenas Full HD, diferente do Quad HD dos modelos mais caros e possui uma proteção um pouco diferente. O display mantém outras características como a possibilidade de HDR10, ótimos níveis de brilho, e claro, a qualidade do Super Amoled.

O que pode incomodar um pouco na verdade é a sua bateria. Sabemos que telas menores gastam menos, e até por isso o S10e vai um pouco melhor do que o S10 comum, mas ele ainda não é aquele tipo de aparelho que te deixa despreocupado com a tomada.

Como sempre, ter uma bateria menor também ajuda que ele carregue mais rápido com o carregador rápido de 18W que já vem na caixa. Outro ponto legal é que o S10e tem carregamento sem fio, aliás, ele tem carregamento reverso também. Então, você pode acabar carregando seus fones ou seu relógio que forem compatíveis através dele.

Câmeras

Outra diferença é que o S10e não possui uma lente de zoom na traseira, apenas a lente normal e a ultra wide. Tal como no novo iPhone, esse é um conjunto que tem um pouco mais de usabilidade que apenas uma lente zoom, e a qualidade do segundo sensor, de 16 MP, já é suficiente para você não se frustrar, mesmo em média luz.

Além disso, já está habilitado o modo Super Steady, que sempre me impressiona. Com relação a lente principal, temos o mesmo conjunto de 12 MP com abertura variável de f/1.5 a f/2.4 dos anos anteriores, com uma qualidade bem legal, mas com a tendência de te deixar um pouco “artificial” por conta do processamento ou mais saturado. Essa é uma das melhores câmeras do momento e te dá muitas possibilidades.

O mais interessante do meu ponto de vista é que a câmera traseira de qualidade está associada à uma câmera frontal de 10 MP onde você consegue gravar em 4K, coisa que poucos outros modelos fazem. Para um sensor pequeno, como é o caso dos celulares, usar tal resolução ajuda a reduzir granulados e tornar gravações um pouco mais “profissionais”.

Além disso, usar a ferramenta do Instagram que é nativa do sistema e integrada com o aplicativo da câmera, é provavelmente a melhor forma de fazer stories com um Android. A qualidade ainda não é igual ao iPhone, mas já vai melhor do que a maioria. Afinal, temos por aqui uma boa estabilização e um processador de última geração.

Toda a linha S recebeu na última atualização algumas funções de câmera adicionais, basicamente tudo o que tinha no Note 10 veio para cá. Modo noturno, novo DeX, modos incrementados no Live Focus, que agora também funcionam no modo hyperlapse. Ficou bem completo.

Conclusão

Sinceramente, o Galaxy S10e é para mim uma das melhores pedidas do ano. Com um preço um pouco menor do que o S10, que tem menos bateria, mais tela e uma câmera traseira a mais, eu acho que o S10e, muito por conta de seu tamanho, cria um nicho próprio pra ele: pequeno e potente.

Como isso foi algo que as outras marcas esqueceram de fazer e já faz algum tempo que ele foi lançado, podemos observar alguns intermediários quase ultrapassando o preço de promoção dele, então fica muito fácil recomendá-lo se você não liga de abrir mão de um pouco de tela e bateria.

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