iPhone 5C vale a pena em 2019?

O iPhone 5C foi o primeiro modelo barato e colorido lançado pela Apple em, pasmem, 2013! Essa belezinha rosa aqui dificilmente é encontrada nova por aí, então eu consegui esse usado para analisar o que um celular de 5 anos atrás ainda pode fazer.

Para começar, você já não encontra mais o 5C novo por aí, ou você vai ter de pegar usado, ganhar de alguém ou achar no fundo da gaveta. Em todos os casos acho que o maior problema pode ser o número de ciclos da bateria, que acabam degradando a capacidade total com o tempo.

Como o modelo que eu tenho em mãos quase não foi usado, eu vou fingir que esse ponto tá ok pra todo mundo e que o preço médio desse iPhone está entre 500 e 600 reais para conseguir fazer comparativos.

Quando esse aparelho chegou aqui eu me esforcei para pensar: como que eu vou usar. E pronto, se concretizou a profecia de que eu teria de ter um segundo smartphone para caber no bolso e ter entrada P2, coisa que eu comentei no podcast. Então, decidi transformar o iPhone 5C em um iPod, afinal o preço estava meio que pra isso.

Design

A construção ainda é boa, realmente bem legal, a tela apesar de ter aquela bendita resolução abaixo do HD, é bastante brilhante, funcionando mesmo na rua e ainda temos o fato das 4 polegadas o tornarem bastante compacto. Some isso ao fato de que mesmo com 1510 mAh de bateria, o iPhone 5C segura bastante a carga enquanto você não está usando ele e pronto, sucesso.

Tudo bem, nem tanto sucesso assim – uma hora de vídeos no YouTube consomem uma média de 17% da bateria e claro, a vida não é simples e temos pontos bons e ruins permeando minha jornada pela entrada P2.

Software

Primeiro vamos falar de aplicativos e software. Por ter um processador de 32 bits, o 5C ficou parado no tempo do iOS 10. Para fazer o update do 9 para o 10 o “rolê” foi bem grande e precisou de uma conta no iTunes através do MacBook.

Se você não tem um Mac ou não conhece alguém que tem e está pensando em arranjar um 5C, eu ficaria com o pé atrás, afinal, fazer a atualização foi extremamente necessário porque a maioria dos aplicativos exigiam a versão 10.

 

Só que mesmo depois de atualizado eu ainda tive algumas limitações. Spotify e os aplicativos mais comuns de podcast como o Castbox funcionam sem problemas, mas o Audible, não possuía nenhuma versão anterior compatível. O mesmo vale para o Sworkit e o Nike Training, que tiveram de ser substituídos pelo Freeletics.

O chato é basicamente isso, a maioria dos apps meio que ainda funcionam, sejam em versões anteriores para os mais complicados como o Lightroom ou por atualizações reais, como o WhatsApp, mas a tendência é perder funcionalidades nesse celular aqui, que já ficou pra trás.

Com 2 versões em atraso do iOS ainda tem bastante coisa funcionando, em Setembro de 2019 descobriremos o quanto mais esse aparelho irá durar.

Vale lembrar que o botão de home ainda não possui o TouchID, então a segurança é um pouquinho pior, priorizando apenas as senhas. Nesse ponto e em muito outros, fica claro que o 5S pode ser uma opção melhor.

Desempenho

Com relação ao desempenho, para as tarefas do dia a dia você sente um certo “peso” no aparelho. Ao usar o Instagram por exemplo, a transição dos stories é um pouco lenta. Entrar e sair de mensagens tem um breve momento onde o celular está pensando. Incomoda? Só se você vier de um celular melhor, mais atual, mas sinceramente, eu acho que está bem ok para um senhorzinho como esse aqui.

Aliás, deixa eu passar pelas specs. O Apple A6 é um processador de 32 nanômetros, um Dual Core de 1,3 GHz que é acompanhado de 1 GB de RAM. Realmente, essa configuração é o que nós encontramos em produtos de 600 reais atualmente, mas, estranhamente eu consigo ainda jogar algumas coisas e ter uma usabilidade ok, melhor que qualquer Galaxy J1, J3 da vida.

Arena of Valor no mínimo funcionou bem até uma luta de 5 contra 5 onde finalmente começou a travar bastante. Braw Stars estranhamente começou um pouco travadinho mas se soltou depois da primeira partida, não sei se carregou tudo que precisava ou se o celular liberou RAM.

Asphalt 8 pôde ter gráficos reduzidos para o mínimo mas estranhamente rodou sem engasgos. Free Fire também sofreu um pouco em momentos que demandam mais como entrar nas casas e tudo mais, mas sim, é jogável.

Sinceramente, o maior problema não está nos fato de jogos que tem um pouco mais de comandos na tela serem horríveis em 4 polegadas, que não só tem essa resolução menor como uma qualidade de touch pior, o que piora bastante a precisão. Não sei se é só o meu modelo mas qualquer toque perto das bordas precisava de uma pressão maior pra funcionar.

O engraçado é que mesmo com apenas 1GB de RAM, aplicativos de foto como o Snapseed e Lightroom me entregaram uma experiência até que rápida se pensarmos nessas configurações que eu comentei, mas claro, sobra pouco espaço para a foto enquanto você está mexendo nas configurações.

Vale lembrar que o modelo que tenho em mãos tem 32 GB de armazenamento – o maior para época – e que os 8 GB iniciais são péssimos. Nem pense em pegar um com tão pouco espaço, afinal, isso também passa a influenciar no desempenho, que está no limite.

Câmera traseira e frontal

Aliás, já que falei dos apps deixa comentar sobre as fotos. Primeiro, câmera frontal. Com “incríveis” 1,2 MP, vocês acreditam que ela fica melhor no Instagram do que muita câmera de celular bem mais caro? Isso é muito estranho.

Eu fiz alguns stories e as pessoas gostaram. Claro, ela tem um pouco de problema quando temos algumas cenas mais complicadas de luz como vários outros iPhones posteriores tiveram, mas certamente você terá um resultado legal no Instagram.

Um dos problemas, no entanto, está no microfone que é bem fraquinho para os padrões atuais. O mesmo vale para a saída de som que em volumes mais altos estoura um pouco.

Na câmera traseira, que conta com 8 megapixels e uma abertura de f/2.4, consegui alguns resultados bem legais, principalmente depois de fazer algumas alterações nas opções de edição do próprio aplicativo proprietário. É possível elevar as sombras para ter um “HDR” mais completo, aumentar também um pouco a saturação para compensar os resultados com cores mais pastéis que encontramos normalmente nas câmeras da Apple.

Em baixa luz fica claro que essa é uma câmera um pouco mais antiga, mas no geral, melhor que qualquer outro celular dessa faixa de preço nesse quesito, principalmente para fazer uns stories.

Para fechar, eu preciso comentar sobre o GPS que me agradou bastante enquanto eu tentava fazer minhas corridas no Strava. No Waze eu tive alguns lags que estão ligados com poder de processamento.

Conclusão

Se considerarmos que a bateria ainda está boa, o iPhone 5C pode ser uma boa opção se você tiver ganhado de alguém ou pagar menos de 500 reais. Com isso você terá uma câmera melhor, uma tela com maior brilho e possibilidade de jogar alguns jogos que modelos de 500, 600 reais atualmente não conseguem.

Todo resto no entanto fica pra trás de qualquer Android atual de entrada. Falta uma bateria melhor, um leitor de impressões digitais, compatibilidade com todos os aplicativos, tela maior e de melhor resolução e espaço interno. Mas sinceramente? Dá pra usar no dia a dia sem problemas, agora é esperar e ver quais apps ficam de fora na próxima atualização.

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1 Comment
  1. Fui assaltada esse mês e levaram meu iphone 7, agora estou a procura de um telefone da apple que não seja caro, e que eu consiga pelo menos fazer umas ligações e usar o whatsapp. Acho que este vai me atender por enquanto, já que prezo pela segurança do icloud e penso em comprar outro 7 (ou 8) no fim de 2019.

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