Notebook Asus F570ZD: a volta da AMD ao mercado

O Asus F570ZD é o notebook gamer que abre a linha de 2019 da ASUS aqui no Brasil. Ele é importante por marcar a volta da empresa para o mercado gamer acessível e também pelo retorno da AMD para os equipamentos móveis. Será que a combinação é suficiente para você que quer usar seu notebook para jogar? É o que vamos ver no review de hoje.

Design e tela

Para começar, o F570ZD impressiona pela relação tamanho e peso, são menos de 2kg para um notebook de 15,6 polegadas com placa de vídeo dedicada e consequentemente bateria maior. Ele é realmente muito leve quando comparado, por exemplo, com o Dell Gaming 7567, que tem as mesmas dimensões e é 1kg mais pesado.

A construção de plástico parecido com metal escovado do ASUS, todo em preto com detalhes na cor “lightning blue”, também é bem bonito, deixando ele menos gamer e mais apto a lugares mais sérios. O corpo é fino, com apenas 21,9 milímetros, mas bordas grossas em torno da tela que são comuns no segmento e não permitem que esse equipamento seja realmente compacto.

De qualquer forma, o peso facilita para trasportá-lo, embora você ainda precise de uma mochila maior, mas pelo menos não fica com um trambolhão pesado nas costas, ponto positivo para quem também precisa do notebook para faculdade.

Ainda pelo corpo, os alto falantes ficam localizados na parte de baixo e são até que fortes, mas com pouca definição. Nas laterais você encontra três entradas USB, duas versão 2.0 e outra 3.0, além do leitor de cartões micro SD – que é lento – e uma entrada Tipo C.

Não é um conjunto super completo, principalmente se você pretende jogar com mouse e teclado, que podem comer uma ou duas entradas. Faltou uma quarta entrada USB 3.0, já que a tipo C ainda é pouco utilizada, mas o que temos aqui já dá para o gasto se você não usa HD externo pra ler arquivos diretamente ou pretende usá-lo só para trabalhos mais simples ou comuns.

Infelizmente, como produtor de conteúdo, temos um problema um pouco mais incômodo: a tela, que deixou bastante a desejar. A resolução Full HD pode ser considerada um ponto positivo, mas como esse é um painel TN, as cores são bastante limitadas, alcançando apenas 58% do espectro sRGB. O brilho é fraco, sofrendo bastante com reflexo. Claro que essas limitações não são fora do comum para notebooks nesse segmento e faixa de preço, mas sua baixa performance nesse quesito poderia me atrapalhar se eu quisesse fazer algo para o canal.

Como, nesse caso, eu só estava interessado em jogar mesmo, não tive problemas e até achei ele bem confortável. Passei alguns dias escrevendo roteiros nele, e o teclado e trackpad me agradaram bastante. As teclas são baixas e leves, e ainda possuem retroiluminição, para dar aquele toque gamer e te ajudar a achar o “ctrl” no escuro. O mais legal é que ele ainda conta com o teclado numérico, bem espremido ali no canto direito. Ele é bastante útil para os “planilheiros” de plantão.

Logo acima disso tudo está a longa saída de ar, o que me leva a outro ponto bastante importante: você quase não sente o teclado esquentar, e o seu colo também não sai frito no final do dia. Isso também tem relação com uma reestruturação na parte interna, que basicamente foi invertida para que o processador saia de baixo de onde sua mão está para um local adjacente, onde você não costuma encostar muito no dia a dia.

Durante uma jogatina de Shadow of Tomb Raider, o software de monitoramento acusou que a placa de vídeo estabilizou em 90º C, porém a temperatura na região das teclas WASD ficou abaixo dos 25º C, só esquentando mesmo na saída da ventoinha de trás e em torno dela. Outros pontos até chegaram próximos dos 50º C, mas todos adjacentes, ficando numa média de 30º C e 35º C considerando todo o chassi.

Hardware e desempenho

O Asus F570ZD vem com processador AMD, o Ryzen 5 2500U, e a GeForce GTX 1050. Esse é um conjunto pouco usual, é um pouco mais simples que até mesmo os notebooks gamers mais baratos que estavam no mercado. A GTX 1050 fica até que dentro do esperado quando comparado com outros modelos que utilizam essa GPU.

Por aqui, Tomb Raider, no médio, se manteve em 30 frames, e até dá para jogar GTA V no alto, mas para conseguir se manter sempre acima dos 60 frames, o melhor é o médio mesmo. Os resultados foram parecidos no F1 e no Monster World, onde todos se mantiveram rodando relativamente bem.

As travadas mais graves aconteceram todas nas transições, nas telas de carregamento e na hora de abrir os jogos, coisa que eu consegui resolver, em parte, com uma nova memória RAM. Aliás, vale uma explicação aqui, mais memória RAM ajudou, não pela quantidade, já que ele vem com 8GB, uma boa marca, mas sim porque processadores AMD recebem grandes benefícios ao usar dois pentes de memória RAM.

Quer dizer, já considere um segundo upgrade: trocar o HD por um SSD. Tal como em qualquer outro notebook gamer de entrada, a velocidade do armazenamento é lenta e responsável por horas desperdiçadas nas telas de carregamento.

Assim como a RAM, você pode mudar esse disco rígido – inclusive, nós recebemos o notebook da ASUS junto de um SSD separado, pois já sabiam que estava ainda gargalo. Você pode substituir o HD através da conexão ou adquirir um SSD  para manter o seu HD de 1TB.

No nosso caso usamos o SATA mesmo, e quando instalamos foi aquela mudança da água para o vinho, eu inclusive já comentei mais a fundo em um outro vídeo como ressuscitar seu notebook antigo fazendo esse exato processo.

Basicamente, o Windows e os jogos abrem bem mais rápidos e o equipamento ficou bem mais agradável de usar. Para aqueles que querem fazer esses upgrades, no entanto, temos um problema.

Lembra que eu comentei que a ASUS estruturou as peças internas de uma maneira diferente para ajudar na dissipação de calor? Então, por conta dessa estratégia, a placa-mãe fica de ponta cabeça e a unica peça fácil mesmo de trocar é o HD. Para ter acesso ao slot de memória ou SSD m.2 você precisa tirar todas as peças do chassi, arriscando arrebentar algum fio ou pior, deixá-los mal encaixados, te fazendo remontar tudo para arrumar.

Até mesmo a primeira tampa é um parto de tirar e colocar por também ter alguns fios que precisam ser encaixados depois. Vale a pena todo esse trabalho só para mudar duas peças? Bom, a verdade é que talvez. Instalar memórias extras não é algo tão recorrente e os ganhos na distribuição de calor são consideráveis. O chato mesmo é o perigo de quebrar algo, o que pode te levar a querer pagar alguém para fazer tais upgrades, gerando um custo desnecessário, que não existe na maioria dos notebook gamers.

Só faltou eu falar da bateria. São 3 células totalizando 48W, valores um pouco abaixo da média. A ideia como sempre é que você jogue na tomada, com a fonte de 120W que o acompanha. Mesmo para trabalhos do dia a dia, sem puxar muito, a duração não é das melhores, inclusive eu nem consegui terminar um dia de trabalho com ele fora da tomada, mesmo com o brilho mais baixo.

Seu forte é a recarga. Em menos de uma hora, mesmo com você ainda mexendo com ele, já dá para carregar mais de 50%, precisando de pouco menos de 2 horas para encher 100%. Apesar de grande, a fonte dele é bem bonita.

Conclusão

O Asus F570ZD é uma boa opção de notebook gamer “barato”, o hardware faz sentido e casa bem, sendo uma boa reestreia da AMD nesse segmento.

Com promoções recentes, ele chegou a valores bem interessantes e mais baixos que o Acer Nitro 5 que vejo como um concorrente com um pouco mais melhor em processamento, mas que é mais pesado e maior. Pra mim, vale a pena tentar economizar no notebook e fazer os dois upgrades comentados de RAM e SSD, com talvez, uma ajuda necessária.

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