Asus Vivobook X512: design melhor do que o desempenho

O Vivobook 15 X512 é o novo ultrabook da Asus que combina um corpo compacto, design com opções coloridas e potência suficiente para quem precisa de algo para trabalhar e começar a usar funções e programas um pouco mais pesados, mas sem investir horrores.

Será que dá para misturar tudo isso na faixa de preço em que ele está inserido? O que eles tiveram de abrir mão e qual é o diferencial desse equipamento aqui? É o que abordaremos no review desse notebook que promete bastante.

Construção e tela

Para mim, as intenções desse ultrabook são claras: ser portátil sem precisar diminuir sua tela, algo que os brasileiros gostam e mantendo um preço mais acessível, outro ponto que os brasileiros não só gostam, como precisam.

Ele certamente não está sozinho nesse segmento, mas devo admitir que gosto do foco das empresas em reduzir medidas, porque isso ajuda bastante no dia a dia. Com a redução de bordas de um ano para o outro, deu para evoluir bem nesse quesito.

Aliás, antes de eu já começar a falar tudo que ele tem, precisamos esclarecer algumas pequenas diferenças. A versão mais barata é a X512FA, que traz um painel TN com resolução de 1366 x 768 px, o que já praticamente elimina ele de sua cabeça caso você esteja precisando de um equipamento para trabalhos gráficos.

Já o modelo X512FJ, que temos aqui, possui painel LCD de resolução 1920 x 1080 px, bem melhor para um monitor de 15 polegadas. Além disso, o brilho é de 250 nits e a tela chegou em 49% na escala de cor NTSC, até um pouco mais do que o anunciado pela própria ASUS.

No fim, esses não são valores que um profissional que faz tratamento de cor vai considerar ótimo, mas está bem na média do que o que eu espero de um notebook perto dos R$3.000,00. O próprio F570ZD da Asus, focado em games, que tem uma tela bem lavada chegou a uma fidelidade de cor bem parecida, só um pouco abaixo.

A construção também ficou dentro do que eu esperava, o que é algo bom. Ele tem como base o plástico, mas aposta em um design bem bonito e moderno para chamar mais atenção. O corpo é realmente mais leve, pesando apenas 1,7 kg, mas não chega a valores que só equipamentos menores ou mais mais caros chegam. O Zenbook 14, por exemplo, tem 500 gramas a menos.

De qualquer forma, ele tem um formato mais enxuto por conta da tela com poucas bordas. São pouco menos de 19mm de espessura, 350mm de comprimento por 230mm de largura. Cabe até na menor mochila que temos aqui, sem ser um parto para transportar.

Conectividade e teclado

Pensando em entradas, o Vivobook 15 tem duas USB 3.0 no lado esquerdo, mais uma no lado direito, junto do USB Tipo C simples, HDMI, combo para o headset e o leitor de MicroSD, muito importante para transferir arquivos do celular para o notebook.

A Asus afirma que a escolha do MicroSD permite que você coloque-o inteiramente no corpo do notebook. Um cartão SD seria realmente mais útil, principalmente para quem trabalha com vídeo, mas já quebrei um cartão no meu MacBook Air por ele ficar para fora e eu jogar na mala. É ruim e eles tem razão, tudo ao mesmo tempo.

Agora o que faltou mesmo foi o espaço para a entrada de internet cabeada. Isso pode ser um problema para quem vai depender de apenas uma máquina, pois nem sempre dá para confiar no Wi-Fi quando você for fazer upload de um vídeo para o YouTube ou a gente sabe que nem todo roteador tem um alcance bom.

Dá para resolver isso de maneira relativamente fácil com um adaptador USB, mas aí você perde uma das portas para solucionar esse problema, algo que não está exatamente sobrando no X512.

 

Um recurso que tem aparecido com frequência nos modelos da Asua é o Ergolift, que dá suporte ao notebook quando a tampa está aberta. Isso supostamente deixa o teclado numa posição mais ergonômica e também libera um espaço embaixo do notebook para aumentar a circulação de ar, ajudando na liberação de calor do notebook.

Não achei que o teclado ficou numa posição muito mais confortável do que a normal. Ainda mais que eu utilizo um suporte em outros notebooks para conseguir uma angulação maior que realmente dá diferença. De qualquer forma, para quem não vai investir mais em um suporte, já é um avanço que não incomoda e se isso realmente ajuda esquentando menos a parte inferior do notebook e aumentando sua vida útil, então está valendo.

 

Falando no teclado, apesar dele ser um ultrabook, as teclas fogem um pouco do habitual, são mais altas, mais espaçadas e resistem mais ao clique, chegando até a causar uma leve fadiga muscular depois de muito tempo digitando.

O padrão é brasileiro, com a utilização do “ç”, mas algumas teclas foram passear para dar espaço para o teclado numérico, que eu sempre gosto de ver, pois me ajuda bastante nas planilhas. Para fechar essa parte, o touchpad desliza bem, suporta todos os gestos do Windows e tem um clique agradável.

Hardware e desempenho

Boa parte dos softwares que permeiam a profissão de produtor de conteúdo dependem muito de uma CPU mais potente, e podemos dizer que o Vivobook acertou ao trazer o Intel i7-8565U.

Recentemente nós fizemos um review do S51 Pro, que tinha esse mesmo processador e uma pegada mais profissional, só que por basicamente o dobro do preço desse modelo.

Como processador não é tudo, acabamos tendo alguns gargalos. A placa de vídeo é o primeiro deles, já que o Vivobook 15 utiliza a Nvidia MX230 de 2GB, uma GPU mais simples que é focada em eficiência energética e que tem o intuito de basicamente livrar o processador de mais um trabalho.

O próximo ponto é que nesse modelo mais completo, o X512FJ, temos apenas 8 GB de RAM em canal único, ou seja, para fazer um upgrade, você tem de colocar 16 GB em apenas um pente de memória, e não apenas adicionar 8 GB. Para trabalhar, no geral, o upgrade não seria necessário, mas algumas profissões poderiam se beneficiar. Além disso, o X512 perde a oportunidade de alguns ganhos de performance com a ausência de memória dual channel.

O equipamento conta com um disco rígido de 1 TB, principal gargalo de qualquer notebook de entrada, já que conta com velocidades que não impressionam e que segura um pouco o desempenho. Nesse quesito, não dá para criticar a Asua, até porque quase ninguém adicionou um SSD nessa faixa de preço, e o slot M.2 tem até que fácil acesso para você fazer a alteração manualmente. Claramente a ASUS precisou fazer algumas economias para não encarecer demais o notebook.

Mesmo com essas pequenas limitações, ele até que foi bem em nossos testes de Premiere Pro, levando 30 minutos para renderizar uma composição um pouco mais complicada em 4K, contra algo entre 20 e 23 minutos do nosso antigo notebook. Nada sensacional, mas também não é dos piores que testamos recentemente.

No geral, recomendo usar esse notebook para ferramentas Adobe apenas se você trabalha com fotografia ou vídeos em até 1080p. Ele não está preparado para um fluxo de trabalho em 4K – a transferência e leitura dos arquivos e a memória RAM limitam bastante a velocidade do playback.

Jogos e bateria

Pensando em entretenimento, esse não é e nem tenta ser um notebook gamer, mas com uma plaquinha dedicada você já começa a querer brincar um pouco. Por isso mesmo, você não conseguirá jogar games mais pesados.

Shadow of Tomb Raider não passou dos 20 frames por segundo nem na configuração mínima, mas deu para jogar GTA V em configuração mediana, a mais ou menos 32 frames por segundo. O remake do Resident Evil é outro jogo que deu para brincar, mas também sem passar muito dos 30 frames. Jogos indies, LOL ou um CSGO funcionam sem problemas para você poder dar uma descansada no final do dia.

Por outro lado, o hardware menos potente ajuda em dois campos, no calor e na bateria. Em ambos, o resultado até que foi significativo, mesmo depois de varias missões no GTA, a CPU não passou dos 75ºC e não notei nenhuma queda grande de desempenho no jogo. Pelo corpo também não senti nenhum ponto onde o calor chegasse a incomodar, nem no teclado e nem na parte de baixo do notebook.

Vale comentar que a versão mais barata possui processador um pouco mais fraco e não tem placa de vídeo dedicada, posicionando ele ainda mais longe do produtor de conteúdo, apenas para o básico mesmo.

Para fechar, precisamos falar de bateria. A economia energética das peças significa que ele pode ficar um pouco mais longe da tomada, naquele regime básico, navegando na web e escutando música.

O que me impressionou foi o tamanho do carregador, que é praticamente do mesmo tamanho de uma fonte mais forte de smartphone, o que até tem seu lado ruim, as vezes não tem muito espaço em volta da tomada e você é forçado a arrumar para plugar o carregador.

Conclusão

O Asus Vivobook X512FJ pode ser uma boa opção para quem quer aquele ultrabook bom, mas sem muitos destaques e para quem não planeja fazer um upgrade tão cedo.

É possível utilizá-lo para produção de conteúdo, desde que seu fluxo de trabalho não seja muito complexo, como render de vídeo Full HD ou só edição de fotos.

Só tem um porém, o seu preço. Essa nova linha da Asus chegou no mesmo período em que outras empresas estão lançando modelos atualizados com a presença de SSD ou perto de ofertas de linhas anteriores. O Vivobook 15 é legal, mas ele precisa também estar com um preço melhor que o Aspire 5 com SSD ou que o Lenovo S145, que vão trazer configurações semelhantes.

1 Comment
  1. Estou em dúvida entre dois notebooks e gostaria da ajuda de vocês se possível. Entre o Lenovo 81V70000BR já com SSD, FHD e Ryzen 7 e esse Asus, qual compensaria mais?
    No caso do Asus eu adicionaria um SSD por fora, perdendo a garantia e gastando no total pouco mais de 3k, enquanto o Lenovo custa 2,7k.
    Agradeço desde já e parabéns pelo trabalho!

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