Após o lançamento isolado do Galaxy Tab A11 no final de 2025, o Galaxy Tab A11+ finalmente chega ao Brasil trazendo mudanças que vão além do aumento no tamanho da tela, incluindo melhorias em resolução, memória, armazenamento, processador e bateria. Por se tratar de um tablet da linha mais básica da Samsung, a principal dúvida passa a ser se essas evoluções realmente fazem sentido para quem busca o melhor custo-benefício, questão que será respondida ao longo deste review.
Samsung Galaxy Tab A11+
- Display: 11″ TFT LCD, 90 Hz
- Resolução: 1920 × 1200 px
- Processador: Dimensity 7300
- Memória: 6/8 GB RAM, 128/256 GB
- Bateria: 7.040 mAh, 25 W
- Câmeras: 8 MP traseira, 5 MP frontal
- Conectividade: Wi-Fi, BT, P2
- Sistema: Android 16, One UI 8.0
Sempre que falamos de um modelo “Plus” na linha A, a receita principal é trazer novidades atraentes que justifiquem o upgrade, mas mantendo um preço super competitivo entre os segmentos de entrada e intermediário.
Pensando nisso, é de se esperar que a Samsung não mudasse tanta coisa em relação ao A11 base, principalmente para não encarecer demais o produto, certo? Bom, sim e não.
Design e construção
Se por um lado o acabamento do A11+ é bem feito — porém claramente mais simples que a linha S —, por outro ele traz um design levemente diferente quando comparado ao A11 menor, denotando um cuidado extra da marca para diferenciar os dois produtos.
Essa diferença de visual, na verdade, já acontece desde o modelo anterior, o A9+, que foi quem o A11+ veio substituir. Olhando para os dois, percebemos que praticamente não houve mudança de design.

Pelo menos “feio” não é um adjetivo para eles, na minha opinião. A cor deste A11+ é um cinza grafite meio fosco, muito bonito, por sinal.
O corpo do aparelho continua minimalista, com traseira em metal e plástico, e o logotipo da Samsung indicando o uso preferencial na horizontal, o que já entrega sua vocação para produtividade.
Ao longo das bordas retas, temos botões de volume e energia, entrada para cartão microSD (expansível até 2 TB) e conexão para fone de ouvido.
Áudio e experiência multimídia
A grande vantagem dessa linha em relação aos modelos menores são as quatro saídas de áudio compatíveis com Dolby Atmos.
No entanto, embora o som convença e seja suficiente para um consumo de conteúdo descompromissado, não espere algo absurdamente profundo como nos modelos mais caros da marca.

É um resultado estéreo mais encorpado do que apenas duas saídas. Bom para assistir séries, filmes, vídeos no YouTube e fazer chamadas, mas nada além disso.
Usá-lo nesses cenários foi excelente na minha experiência. E ter a entrada física para fones cabeados também foi um adianto quando eu queria consumir algo sem incomodar minha companheira assistindo televisão, por exemplo.
Tela
Fechando o conjunto multimídia, a tela é onde a nomenclatura “Plus” mostra a que veio. Estamos falando de um painel TFT LCD de 11 polegadas, com taxa de atualização de 90 Hz.
Isso significa que as animações do sistema e a rolagem de páginas são mais fluidas. Particularmente, eu adoro esse padrão; em uma tela desse tamanho, os 90 Hz fazem muita diferença na percepção de velocidade. No entanto, existe uma questão aqui.
Para o A11 base, que também chegou com essa taxa de atualização, o número representou uma novidade muito bem-vinda. Primeiro porque o A9 base era apenas 60 Hz, e segundo porque colocou todos os modelos da marca, em todas as faixas de preço, com pelo menos 90 Hz.

No A11+, esse gostinho de novidade não existe, já que essa é a mesma tela do A9+. Por isso, para causar a diferenciação e sensação de avanço, talvez fosse interessante uma taxa de atualização de 120 Hz, mesmo que fixa. Ainda assim, é uma tela suficiente para o que o aparelho se propõe.
As cores continuam equilibradas e a resolução se mantém em Full HD+ (1920 × 1200 pixels). Com essa nitidez, a leitura de textos é confortável e dificilmente você notará pixelização, algo que era um ponto fraco do A11 base em alguns cenários.
Vale lembrar que, infelizmente, a linha A continua sem suporte à S Pen. Para quem busca um tablet Galaxy com caneta, o modelo mais barato ainda é o S10 Lite. No A11+, a experiência se resume ao uso direto na mão ou com acessórios não oficiais.
Desempenho e software
É no desempenho que encontramos o maior salto geracional entre o A9+ e o A11+. Ele vem equipado com o MediaTek Dimensity 7300, que dá conta das principais tarefas da rotina de forma mais confortável que o Snapdragon do A9+ ou o Helio G99 do A11 base.
Agora também temos opções de 6 ou 8 GB de RAM, além de 128 ou 256 GB de armazenamento. Finalmente a Samsung abandonou os 64 GB nos modelos de entrada.
Desta vez, não precisei escolher quais aplicativos instalar. Couberam ferramentas de trabalho, redes sociais e jogos para teste.

Lidar com o Dimensity 7300 e os 128 GB de espaço transformou a experiência. O tablet não engasga em tarefas comuns e aguenta bem um uso mais descompromissado, algo que o modelo base às vezes sofria.
O sistema é o Android 16 com One UI 8.0, o que permite usar o DeX para um cenário de produtividade mais básico.
Aqui, porém, a exigência precisa ser menor, porque dependendo da atividade, a quantidade de RAM pode gerar algumas limitações.
Outro ponto que reforça o posicionamento de entrada para intermediário é a ausência de suporte a telas externas no DeX. Você fica limitado à tela de 11 polegadas.
Ainda assim, ele ajuda bastante em tarefas como responder e-mails urgentes ou fazer anotações durante chamadas de vídeo fora de casa.

Colocando em números, o A11+ ficou na casa dos 856 mil pontos no AnTuTu e cerca de 3.092 pontos no Geekbench 6 em multi-core.
Na prática, isso significa que engasgos em jogos mais pesados ainda existem, mas são menores do que nos antecessores. Os gráficos precisam ficar entre o baixo e o médio para manter uma taxa de quadros estável.
Onde ele brilha de verdade é no consumo de conteúdo aliado à produtividade leve: leitura de PDFs, edição de documentos no DeX e vídeos em uma tela Full HD de 11 polegadas são experiências confortáveis para quem não exige muito.
Câmeras e bateria
O conjunto de câmeras é o mesmo do A9+ e do A11 base: 8 MP na traseira e 5 MP na frontal, ambas gravando em 1080p a 30 fps.
A câmera frontal fica posicionada para uso na horizontal, facilitando chamadas de vídeo, algo que os modelos menores ainda não fazem.
A qualidade é honesta para reuniões e estudos, mas sofre em baixa luz, como esperado para o segmento.

Nos testes, gravar vídeos em Full HD consumiu cerca de 18% de bateria por hora, sendo um dos cenários mais exigentes, junto com jogos.
O tablet tem bateria de 7.040 mAh, a mesma do A9+, e agora aceita carregamento de 25 W. Porém, o carregador incluso ainda é de 15 W.
Isso resulta em um tempo aproximado de 2 horas e 23 minutos para carga completa, deixando claro que um adaptador mais potente faria diferença.
Conclusão
No fim, o Galaxy Tab A11+ é uma evolução sólida e muito mais recomendável para quem busca um tablet principal para o dia a dia.
Ao contrário do A11 padrão, o Plus trouxe 128 GB como base, tela Full HD nítida, som com quatro alto-falantes e um processador que realmente representa avanço, inclusive com suporte ao DeX.
Com o A9+ saindo do mercado aos poucos, o A11+ chega como forte candidato ao melhor custo-benefício para tarefas básicas, sem exigir um investimento alto.
Se a diferença de preço em relação ao A11 base for pequena, o upgrade vale a pena pelo desempenho superior.


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