O Samsung Galaxy Tab S11 Ultra mantém a fórmula da família: tela enorme, processador de ponta e bateria generosa — mas agora é mais fino e mais leve que o antecessor. Usei o S11 Ultra como equipamento de trabalho e lazer nas últimas semanas para avaliar design, desempenho, caneta e capa teclado, além dos novos recursos de software e produtividade que a Samsung trouxe nesta geração.
Samsung Galaxy Tab S11 Ultra
- Display: 14,6″ AMOLED 120 Hz
- Resolução: 2960 × 1848 px
- Processador: Dimensity 9400+
- Memória: 12 GB RAM + 512 GB
- Bateria: 11.600 mAh (45 W)
- Câmeras: 13 + 8 MP + 12 MP
- Conectividade: Wi-Fi 7
- Sistema: Android 16 / One UI 8
- Peso: 692 g
Design e construção
O Tab S11 Ultra segue a linguagem visual dos Galaxy Tab Ultra anteriores: aparência discreta e minimalista, com frente dominada pela tela e traseira em alumínio.
A construção é sólida; a Samsung usa alumínio “Enhanced Armor”, que adiciona resistência contra riscos e quedas leves.
As câmeras traseiras ficam “soltas”, sem um grande módulo elevado — escolha estética herdada dos celulares Galaxy S recentes.

A certificação IP68 garante resistência à água doce por curtos períodos, o que traz segurança para uso perto de piscina (não é recomendação para submersão contínua ou água salgada).
Notou-se uma redução de espessura e peso: 5,1 mm e cerca de 692 g na configuração testada, contra 5,4 mm e 718 g do S10 Ultra.
S Pen e acessórios
A S Pen mudou o formato: agora tem desenho hexagonal, ponta mais fina e visual que lembra uma “lápis” branco; trata-se de uma caneta passiva, sem Bluetooth/ações remotas.
Como consequência, não há mais carregamento sem fio na caneta e ela fica acoplada magneticamente à borda superior do tablet — o que aumenta a chance de queda quando você transporta o aparelho sem estojo.
A capa teclado foi redesenhada como peça única (teclado e capa unidos). isso melhora a montagem e o uso em superfícies diversas, mas costurou um trade-off: o trackpad foi reduzido (ou removido, dependendo da versão), e a sensação de “notebook” que o trackpad entregava se perdeu.

As teclas seguem padrão Samsung (baixo curso, estilo chiclete), confortáveis para longas sessões de digitação; a versão Ultra tem fileira de teclas de função separada.
Para quem depende do trackpad para trabalho no colo, essa nova capa pode ser um ponto negativo até que a Samsung ofereça uma alternativa “Pro” com trackpad maior.
Tela e multimídia
A tela de 14,6″ é o ponto alto — painel Dynamic AMOLED 2X com 120 Hz adaptativos e pico de brilho muito alto, resultando em boa visibilidade em conteúdo HDR.
A proporção 16:10 e o aproveitamento de tela de ~90,8% garantem uma apresentação imersiva para vídeos, jogos e apps de criação.

As bordas são mais finas nesta geração, mas a Samsung manteve um entalhe em “gota” para abrigar a única câmera frontal — escolha que divide opinião: borda fina com entalhe versus borda maior sem entalhe.
O conjunto de quatro alto-falantes (dois pares, nas laterais) entrega som encorpado e potente, sem distorção em volumes altos, destacando-se frente às linhas mais econômicas da Samsung.
Desempenho e software
No hardware, o tablet traz o MediaTek Dimensity 9400+ e variantes com até 16 GB de RAM; o modelo testado com 12 GB mostrou performance de alto nível tanto em jogos quanto em edição de vídeo móvel.
No dia a dia o S11 Ultra não decepciona: jogos pesados rodaram muito bem e apps como editores de vídeo móveis foram executados sem travamentos notáveis.

O Samsung DeX voltou refinado: além da experiência em janelas, o DeX agora suporta modo estendido com monitor externo — ou seja, tablet e monitor podem funcionar como duas telas independentes, com janelas arrastáveis entre elas. Isso amplia produtividade, mesmo que o mouse apresente latência perceptível em algumas situações.
Ainda é preciso lembrar as limitações naturais do ecossistema Android para quem busca total equivalência com um PC: versões móveis de apps de produtividade podem exigir adaptação e paciência.
Bateria e carregamento
A bateria tem capacidade nominal de 11.600 mAh (capacidade mínima declarada 11.374 mAh) e suporte a carregamento rápido de 45 W; em muitas regiões como no Brasil, o adaptador que acompanha é de 25 W.
Nos testes de uso misto — jogos, streaming e produtividade — o tablet apresentou autonomia compatível com um dia intenso de trabalho, dependendo do uso de 120 Hz, brilho e conectividade.

Com carregador de 45 W o processo de recarga foi consideravelmente mais rápido do que com 25 W, mas os últimos 10% costumam demorar mais, comportamento comum em baterias modernas.
Como sempre, autonomia real varia muito conforme perfil (jogos em 120 Hz consomem bem mais; leitura e anotações consomem pouco).
Câmeras
O conjunto fotográfico não busca ser o principal atrativo do S11 Ultra — são duas câmeras traseiras: 13 MP (wide) e 8 MP (ultrawide), além de uma frontal ultrawide de 12 MP que grava até 4K/30 fps.
Para vídeo chamadas e documentos a câmera frontal ultrawide cumpre bem o papel de manter o rosto centralizado, mas perde em nitidez e reprodução de cor se comparada a módulos frontais maiores em outros dispositivos.

As fotos com a câmera principal têm boa nitidez e cores equilibradas; a ultrawide tende a deformar as bordas (efeito “olho de peixe”) em cenas com elementos nas extremidades — comportamento previsível em lentes muito amplas.
Conclusão
O Samsung Galaxy Tab S11 Ultra é um tablet topo de linha que entrega o essencial que se espera de um grande flagship Android em 2025: tela de primeira, desempenho robusto e melhorias reais no ecossistema DeX que ampliam sua utilidade para produtividade.
Se você depende do uso em formato laptop com trackpad embutido, avalie se a ausência do trackpad na capa que acompanha não será um impeditivo: esse item pessoalmente me faria pensar duas vezes antes da compra.
Para quem procura um tablet poderoso para criação, consumo de mídia e trabalho híbrido, o S11 Ultra convence — só confirme qual variante (Wi-Fi ou 5G) está disponível no seu país e compare preços no lançamento.


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