Samsung S51 Pro: portabilidade em primeiro lugar

O S51 Pro, também chamado de Notebook 9, é o mais avançado e caro ultrabook da Samsung. Focado em produtividade, ele busca ser a melhor opção para quem busca boa performance e mobilidade, mas como ele se compara com o resto da linha Style? E vale a pena pelo seu preço? É o que eu quero desvendar no review de hoje para vocês.

A intenção da linha Style da Samsung sempre foi clara, um ultrabook leve, bonito e potente, focado em quem trabalha com funções que demandam processamento. Por isso é de se esperar que o mais caro da família leve essas características ainda mais a sério.

Design e construção

Nos últimos anos a Samsung já havia aplicado em outros modelos o Metal 12, uma liga de magnésio e alumínio mais resistente contra amassados, mantendo a rigidez e a leveza do alumínio tradicional, mas sinceramente? Apesar de melhor e mais leve, esse material sempre continuou parecendo o plástico presente nos modelos mais baratos.

O Samsung Style S51 Pen anterior parecia um Chromebook, e a gente reclamou disso no review. Nesse ano, eles mudaram um pouco a pintura e o design como um todo para passar uma imagem mais premium. O aspecto clean ajuda a valorizar a aparência, um pouco mais quadrada e robusta. A consequência disso foi o peso, que passou de 1 quilograma.

O anterior era muito leve, então está ótimo assim, com um pouco mais de massa. E isso tem motivo, a tela passou a ser de 15 polegadas, e o corpo como um todo acompanhou.

Aliás, diferente do S51 Pen, ele não precisa ser um 2 em 1, então touchscreen e dobradiças para 360 graus ficam de fora, abrindo espaço para uma bela tela LED, com brilho de 450 nits, uma ótima marca, e que conta com resolução Full HD e níveis de contraste e cor acima da média.

Toda a linha Style tem o mouse e o trackpad como uma característica meio que compartilhada. Ambos são bem confortáveis, mas no padrão americano, o que não é o ideal. As teclas são baixas e silenciosas, para não incomodar ninguém durante uma reunião ou na aula da faculdade.

Aliás, se você se encontra numa situação dessa, pode aproveitar e utilizar o microfone de alto alcance para não se esquecer do que foi dito. De acordo com a Samsung, ele reduz os ruídos ao seu redor para uma gravação mais limpa. Mas honestamente, não vimos uma qualidade muito superior à de um smartphone com microfone bom.

Ainda na carcaça, ser maior também liberou espaço extra para aumentar o número de conexões do notebook, algo que senti falta nas outras versões. No S51 Pro, você realmente pode ser profissional. São duas portas USB 3.0, uma 2.0 e uma tipo C com protocolo thunderbolt 3, que dá suporte para placa de vídeo externa. Temos a entrada P2, espaço para cartão microSD e o HDMI. Ele está bem completo nesse quesito, quer dizer, falta uma entradinha SD para quem faz vídeo como nós, mas já supre a maioria das necessidades.

Desempenho

E claro, não daria para colocar um processador meia boca aqui, quer dizer, daria, mas não é o caso. O S51 PRO vem equipado com o i7 8550U, um processador bom da oitava geração que dá conta de praticamente qualquer atividade.

O “diferencial” é a presença de uma placa de vídeo dedicada, a Geforce MX150, que não é das mais fortes, e que honestamente quase não bate a própria placa integrada desse processador da Intel dependendo da configuração de energia e da função que você está dando para ela.

Felizmente, para jogar ela faz diferença, mas você terá de se ater à competitivos ou mais antigos como League of Legends, PUBG ou um FIFA. Você provavelmente terá de diminuir a resolução para 720p para conseguir jogar qualquer coisa minimamente mais pesada e jogos atuais certamente irão ficar de fora.

Eu tentei jogar Shadow of Tomb Raider, só para ver o tamanho do estrago e mal consegui 10 frames por segundo na configuração mais baixa e em resolução 768p. Alguns lançamentos recentes são jogáveis, como o remake de Resident Evil 2, mas ainda assim fica longe de uma experiência agradável, ficou bastante serrilhado e com quedas maiores nas cutscenes.

Porém, placas de vídeos também tem suas utilidades em softwares de produção, como por exemplo no Adobe Premiere Pro, nossa principal ferramenta de trabalho. Em teste com o render, um vídeo 4K de 20 minutos ficou pronto em 26 minutos, com ajuda da placa de vídeo. Esse é um tempo que eu considero bom, só que não é o melhor que você encontra por esse valor. Nosso Dell 7567, por exemplo, terminou em 22 minutos e pelo menos uns 2 mil reais a menos.

O que complementa esse valor elevado é a memória de armazenamento SSD de 256 GB e os 16 GB de RAM. Lá fora os usuários estão acostumados a receber o SSD da própria Samsung, que é uma das melhores e maiores fabricantes desse componente. Por aqui, ficamos com um modelo da Toshiba de velocidade máxima de 500 MB/s.

Mesmo com essa velocidade menor, um SSD é muito melhor que qualquer HD e ter 256 GB é o mínimo para você poder instalar alguns softwares profissionais. Falando de upgrade, a única coisa que você realmente pode trocar é o próprio SSD. Já que a memória RAM é single channel e soldada, então nada de chegar a 32 GB. O fato de ser single channel também entrega velocidades mais baixas que o dois pentes trabalhando em paralelo.

Bateria

Para finalizar, uma outra preocupação é a autonomia da bateria. Afinal, a leveza facilita a mobilidade deste equipamento, mas nada adiantaria se você precisasse ficar com ele na tomada toda hora. Honestamente, os resultados me surpreenderam.

Mesmo com o aumento do tamanho da tela, o S51 Pro aguentou um dia todo de trabalho, mas sem nada muito pesado, basicamente navegação na web, assistindo YouTube e escutando música. Porém, ao tentar usar o Premiere Pro, a carga da bateria começou a cair bem mais rápido. O mesmo acontece com jogos, nas duas situações a temperatura no teclado sobe a um nível que incomoda bastante.

Conclusão

O resumo da conversa é que o S51 Pro é um ótimo notebook para o que se propõe em um mercado pouco habitado aqui no Brasil. Leve, com um lindo display, ergonômico em seu teclado e trackpad, com uma boa bateria para tarefas mais cotidianas, e claro, com SSD e bom desempenho.

Eu realmente trocaria meu MacBook Air por ele, sem pensar duas vezes. Basicamente, eu não tenho do que reclamar dele, a não ser o preço de mais de 7 mil reais, que não seja a ser exorbitante ou surreal, porque esse é um notebook atualizado, com todas as boas características que falamos, mas temos o próprio Style S50 e o LG Gram 2018 com preços atrativos e entregando grande parte do que esse modelo aqui entrega por menos, então é realmente para se pensar se realmente vale a pena para você e o que você coloca como prioridade.

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