Xiaomi Mi 9: uma geração melhor em quase tudo

R$ 2.174,77
R$ 2.229,90
in stock
Amazon.com.br
R$ 2.237,90
in stock
Amazon
R$ 2.375,00
in stock
Amazon

O Xiaomi Mi 9 é um topo de linha de respeito. A empresa teve de se reinventar um pouco nos últimos anos e realmente trazer melhores componentes e software para continuar relevante. Eu adorei a evolução, mas com tanto aparelho bom por aí, será que vale a pena pegá-lo pelo preço em que é vendido aqui no Brasil? Em que situação que o Mi 9 vale a pena? É o que eu vou abordar hoje no review dele.

Design e construção

A linha Mi teve, do meu ponto de vista, sua maior evolução em questão de design e capacidade na 6ª geração, exatamente na qual fui introduzido a marca, que claramente se inspirava, e muito, na linha S da Samsung da época.

Desde então, apenas o design minimalista na traseira foi mantido, mas agora ela traz tendência mais atuais, como a traseira refletiva translúcida e a marcação na câmera superior. Aliás, não se engane, a Samsung também tem um detalhe parecido, mas é na câmera central da linha A.

O aparelho é extremamente fino e escorregadio. Para quem gosta de celular menor como eu, é uma característica boa, mas que poderia ser trocada por uma bateria um pouco maior. Como sempre não temos entrada P2, e o som é só mono, característica que a Xiaomi nunca investe muito.

 

Aliás, nada de fones na caixa, como já é de praxe, só um adaptador de P2 para USB-C e uma capinha mulambenta. Só o Mi Mix 3 que tem uma capinha que preste na linha toda da Xiaomi.

O que pode impressionar é a tela de 6,4 polegadas, que tem bordas extremamente finas. O mercado de 2019 trouxe muitas opções boas nesse quesito, junto de outras características importantes como uma acurácia de cores melhor e suporte a HDR10 – isso sinceramente não aparece muito no dia a dia.

Para minha felicidade, a tecnologia utilizada por aqui é a OLED, que fica ótima no modo escuro da MIUI e que é necessário para a validação de digitais embaixo da tela. Por ter o melhor processador do momento, essa tarefa é realizada rapidamente pelo Mi 9, mas ainda com tecnologia mais simples que a presente na linha S10. Felizmente, dá para ativar também o modo de desbloqueio facial, que é tão rápido que geralmente eu não preciso usar a digital.

Desempenho e software

Agora, vamos ser sinceros: como esse celular é rápido! O Mi 9 foi o primeiro Snapdragon 855 que eu usei, e olha, é tanta potência que eu nem sabia uma maneira de usar tudo isso. Até que eu tive a ideia de me aproveitar dele para emular coisas que não estavam disponíveis até o momento, por falta de desempenho mesmo.

Tive sucesso com o GameCube e Wii, que conseguem ser portados com esse processador sem sofrer muito nas jogatinas. De resto, é tudo muito fluido, já que a versão que temos aqui é de 6GB de RAM com 128GB de armazenamento – sem possibilidade de expansão.

Celulares já estão tão maduros, que esse processamento excedente começa a ser utilizado para outras funções mais complexas, como melhor estabilização, HDR e modo retrato nas filmagens, que estão disponíveis para esse Snapdragon, só que ainda não chegaram por aqui.

Mas deixa eu tirar um tempinho para o software, porque a MIUI é legal. Bem legal, aliás. Até ela encher o saco querendo ganhar dinheiro em cima de você.

Diferente do Xiaomi Mi 8, onde você precisava mudar de região para conseguir ter acesso ao desbloqueio facial, aqui está tudo redondo, mas cheio, de anúncios. Está em um aplicativo proprietário da Xiaomi? Anúncio. Instalou um aplicativo qualquer? Outro anúncio aleatório! Navegando pelos widgets? Anúncio de novo! E pior, em outros países tem anúncio até na galeria e na calculadora.

Enfim, você pode fugir de alguns, pode desativar outros, mas eles vão te caçar e te achar de alguma forma, mesmo que bem escondidinhos, ali no cantinho, te sugerindo jogos ou algo assim.

Outro ponto que me incomoda na MIUI, e que nem é especifico do Mi 9, é a falta de uma pesquisa de aplicativos. Nunca consigo achar rápido o que quero. E para fechar, o equipamento tem aquele nível de segurança necessário para ver tudo em HD no Netflix, algo que estava meio enrolado no último modelo.

Câmera traseira

Sabendo disso, está na hora da gente falar de câmeras, um dos pilares desse modelo aqui. O diferencial proposto por ele é a presença de inteligência artificial mais avançada, em todas as câmeras. Com isso, a própria câmera já faz ajustes necessários para cada tipo de situação, que na prática ficam um pouco exagerados.

Além disso, cada lente tem meio que uma velocidade diferente para fazer essa detecção, sendo a “wide angle” a mais lentinha.

A principal tem 48 megapixels, abertura f/1.8, e sim, já tem uma opção para fazer esse tipo de foto mais detalhada direto no software da câmera. O resultado no entanto não difere muito do de 12 megapixels padrão que a gente já conhece.

Depois, temos a câmera de zoom com 12 megapixels e abertura f/2.2 que também ajuda no modo retrato. Falo isso porque esse é o primeiro smartphone que faz uma coisa legal: a possibilidade do retrato comum com a segunda lente e distância focal de 54mm ou um retrato de corpo inteiro, com a câmera principal e profundidade totalmente digital. Ponto para a Xiaomi nesse quesito, que é bem legal. Aliás, gostei bastante desse segundo sensor pra fotos.

Depois, temos o sensor “wide angle”, que também é bem legal pelo preço, mas que sofre muito em baixa luz. Aliás, nem dá para usar o modo noite nele, só no modo normal e zoom. E mesmo se desse, esse modo é simplesmente ruim, não funciona. Felizmente, para a câmera principal, o Mi 9 é compatível com a GCAM, aplicativo de câmera da Google, mas a instalação é feita por fora, demandando um pouco de pesquisa. Com ela, os resultados ficam legais e aumentam a versatilidade desse modelo.

Câmera frontal

A câmera frontal, aliás, me impressionou. Com 20 megapixels no mesmo esquema de quadpixel, ela traz fotos em resolução completa e com um bom HDR, muito menos tratamento e menos cara branca. Os resultados em vídeo são muito bons e me impressionaram quando comparado com outros modelos.

Isso é importante, já que o microfone, que era basicamente uma batata no ano passado, também melhorou. E falando em vídeo, eu vou voltar correndo para a traseira, que até por conta do chipset, entrega uma ótima estabilização em todas as lentes. Outra boa característica.

Com isso, dá para finalizar a parte de câmeras falando que o Mi 9 é extremamente versátil, mas sem se destacar em nada. O pixel tem melhor foto noturna, o Galaxy S10 melhor estabilização na “wide angle”, e o iPhone melhor HDR na frontal. Mas tudo vai bem, ele consegue segurar bem as pontas em todos os quesitos, coisa que em gerações anteriores não chegavam a fazer.

Bateria

Para fechar, preciso falar de outro ponto importante: a bateria. Em 7 minutos, tempo de escovar os dentes, fazer um xixi e deixar o café sendo feito, o aparelho pulou de 15% para 30%, me possibilitando escrever um pouco desse roteiro sem me preocupar. É realmente um tempo de carregamento ótimo e que dificilmente você encontrará melhor.

Mas como nem tudo são flores, os 3300mAh vão embora um pouquinho mais rápido do que eu esperava. Com números muito parecidos com o que eu tinha lá no Galaxy S8, perto de 6 horas e meia de tela. Aliás, com esse telão aqui o Mi 9 merecia mais bateria e melhor gerenciamento, que a gente sabe que não é o forte da Xiaomi.

O que pode ajudar então é você carregar rápido e durante o dia todo através de um carregador sem fio, que pode ser de até 20W por aqui – valor superior a maioria dos equipamentos atuais. Característica bem legal pra quem já tem esse ecossistema montado.

Outras funções que ficam mais escondidinhas e que estão presentes por aqui são o NFC para passar umas fotinhas e realizar pagamentos, além de um Dual GPS, tecnologia que melhora a precisão da função. Como eu particularmente não confio plenamente nesses celulares chineses, deixei de lado o pagamento, mas o GPS foi muito bem.

Conclusão

O Xiaomi Mi 9 é certamente um dos flagships com melhor custo benefício para se importar. E digo mais, é uma boa opção até mesmo com os preços aqui no Brasil pela DL. Perto dos 4 mil reais, claro, vale a pena você considerar opções como S10 e iPhone XR, mas abaixo dos 3500 ainda faz sentido.

Processador topo de linha, que nenhum outro modelo ainda tem por aqui, três opções de câmeras traseiras bem aceitáveis, uma bela tela OLED, opções de armazenamento, carregamento extremamente rápido e uma ótima construção.

O único incômodo pode se tornar a duração da bateria, os anúncios e a falta de acessórios, que são necessários para manter o preço baixo, mas isso não é problema para muita gente.

8 Total Score

User Rating: 4.33 (3 votes)
Diga o que você achou

Leave a reply