Xiaomi Mi Band 4: melhorias que valem a pena

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A Mi Band é provavelmente o item mais vendido da Xiaomi nos últimos anos. Aliando preço baixo e funções necessárias, ela conseguiu ser um item que eu vejo bastante no metrô, na rua e em qualquer lugar. Mas claro, faltava uma tela melhor e a Mi Band 4 veio pra resolver isso. Com um preço um pouco maior e poucas diferenças, será que vale a pena? É o que vou tentar te explicar.

Eu quero ser bem direto: a Mi Band 4 tem como principal diferencial sua tela. Todo o resto é meio que o mesmo esquema da geração passada. Até porque, você tem um equipamento que precisa se manter barato ao mesmo tempo em que evolui, então não dá para revolucionar tudo.

Mesmo assim o preço foi incrementado, chegando em 35 dólares em promoção contra os atuais 23 dólares da anterior, também em promoção. Então continua a dúvida de qual vale a pena pegar.

Design e funcionalidades

Esse preço maior foi basicamente para colocar o display de 0,95 polegadas, colorido e que basicamente é melhor em tudo. Para mim, o ponto alto é ele ser brilhante o suficiente para ser visto rua, em dias claros. Mas ao ter mais pixels, a tela permite que um pouco mais de letras apareçam, e claro, notificações mais completas sejam exibidas. Não dá para responder um WhatsApp por ele ainda, mas receber dá.

E claro, deixa eu falar do grande trunfo: agora é possível passar música e mudar volume do celular sem precisar tirá-lo do bolso. A precisão do touch não é incrível, mas já ajuda bastante no dia a dia.

Com essa tela nova, o layout de todo o sistema foi modificado. Além da corrida em ambiente interno e exercício, podemos ativar modos de esteira, bicicleta, caminhada, exercício e natação, sendo esse último uma novidade que só é possível com os novos sensores da versão 4.

Isso, somado ao fato de ter proteção de 5ATM, a torna capaz de identificar que tipo de braçada você está realizando durante o nado.

Vale sempre lembrar que o equipamento também não tem GPS, então se você escolhe essa caminhada, corrida ou ciclismo externo, precisa estar com o celular no bolso e pareado para registrar as informações.

De qualquer forma, o aplicativo da empresa melhorou muito em seu layout nos últimos tempos. Todos os dados estão mais fáceis de serem vistos, dá para ter amigos, se comparar com o resto do mundo e por aí vai. Eu sempre tenho de comentar que todas as análises – sono, batimento cardíaco e calorias gastas – não são extremamente precisas. A análise de batimento com luz verde sempre tem uma margem grande de erro e só serve para comparar um dia com o outro, ter uma ideia de como está seu desenvolvimento.

Para você ter uma noção, eu adoro o modo de monitoramento de sono, deixo ligado até uma opção que o faz com mais precisão, mas mesmo assim por 2 noites ele detectou que eu acordei por mais de 25 minutos sem eu realmente ter feito isso. Então sim, é legal, não tem outras opções melhores pelo preço, mas não confie cegamente, use o dado para te ajudar.

Bateria

Só que beleza, tela maior, mais brilhante, mais função, mais sensor… A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: a bateria vai embora rapidinho. E olha, me impressionei com o fato de que mesmo com o brilho no máximo, consegui mais de 10 dias de uso sem problema algum. Deu até para chegar em 2 semanas. 20 dias é forçar um pouco, mas 2 semanas dá sem problema algum.

O brilho não é ajustável de forma fácil, mas pode ser reduzido após o por do sol no aplicativo da empresa, o que garante um pouco mais de bateria com o tempo. Isso é importante, porque carregar pode ser um pouco chato, já que o adaptador é diferente da última geração e você ainda precisa tirá-la da pulseira para conseguir funcionar. Pelo menos a bateria carrega bem rápido e em menos de duas horas você já está com ela completa.

Um ponto interessante é que apesar de ser um pouco mais alta e 10% mais pesada, o que dá um total de 2g, a Mi Band 4 cabe nas capinhas de plástico da 3, que se ajustam um pouco.

Para fechar, na China a Mi Band 4 tem NFC, tecnologia que utilizam para encostá-la em algum lugar e fazer pagamentos. Por lá, ela também tem a Xiaomi Ai, uma assistente para algumas outras tarefas. Essas funções acabam retirando 5 dias de uso de bateria, e claro, nem fariam sentido chegar por aqui.

Conclusão

O resumo que eu quero fazer é que sim, as smartbands da Xiaomi são legais e úteis, e se você quer economizar dá para ir com a Mi Band 3 sem problemas, já que não tivemos enormes avanços por aqui.

Agora, se você quer se manter atualizado, com uma tela mais interessante, corre para o abraço. A Mi Band 4 é legal e vale a pena sim, até porque está difícil encontrar outro modelo com uma tela e bateria desse equipamento na mesma faixa de preço.

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