O POCO Pad X1 é o mais novo flagship da marca. Pensado para ir na contramão daquela ideia de que a POCO economiza nos recursos apenas para entregar um preço competitivo. Aqui você tem tudo de qualidade: da construção ao desempenho, sem deixar muita margem para reclamação. Como nenhum produto é perfeito, este review passa pelos principais pontos positivos e negativos do aparelho e comenta um pouco sobre a rotina de uso nas últimas duas semanas.
Poco Pad X1
- Processador: Snapdragon 7+ Gen 3
- Armazenamento: 512GB
- Memória: 8GB de RAM
- Tela: 11,2″ IPS LCD 144 Hz
- Resolução: 3200 × 2136 px
- Câmeras traseiras: 13 MP
- Câmera frontal: 8 MP
- Bateria: 8.850 mAh
- Sistema: Android 15 com HyperOS
Construção
É importante reafirmar que ficou para trás o tempo em que a POCO ficava atrás no quesito construção quando comparada a qualquer fabricante de modelos topo de linha. Isso vale não apenas para design, mas também para materiais.
Se antes era comum economizar nas laterais e traseiras dos produtos, hoje esse corte de custos vem de outra forma: reaproveitamento de componentes.
Olhando de perto, toda a construção desse Pad X1 é claramente reciclada do Xiaomi Pad 7. O corpo é inteiro de alumínio, com o módulo das câmeras saltado e aquele já conhecido design de cooktop, que não agrada a todos. O design de pílula do POCO Pad M1, por exemplo, é mais discreto.

Voltando para o X1, foi mantida a área que imita um segundo sensor para dar um ar mais sofisticado ao aparelho, mesmo que na prática haja apenas uma lente funcional.
Como é comum em muitos modelos da marca, continuamos sem um sensor biométrico para desbloqueio do aparelho.
Essa área lateral onde aparentemente seria um sensor de digitais é, na verdade, apenas um ímã para caneta stylus.
Vale lembrar: a caneta não vem na caixa, assim como a capa teclado. Ele também conta com os conectores na traseira para o acessório, mas ambos precisam ser comprados à parte.
Felizmente, o fato de o corpo ser igual ao dos Xiaomi Pads 6 e 7 também sugere que a capa teclado dos aparelhos será compatível com ele.
Na parte de multimídia, há quatro caixas de som, duas de cada lado, que entregam desempenho agradável, porém se embolam um pouco no volume máximo.
Os agudos podem ficar um pouco acentuados demais em alguns conteúdos, normalmente em apresentações ao vivo, mas estão longe de incomodar.

É um som suficiente para assistir filmes sem precisar de fones de ouvido, porém fica aquém do iPad 11, que não tem um preço muito diferente.
Vale fechar essa parte comentando que o corpo, como um todo, passa uma boa sensação de robustez e durabilidade.
Ele é fino, portátil e só vai chamar a atenção de quem se incomoda com o fato de o desenho ser praticamente uma cópia fiel do seu “primo” da Xiaomi.
Mas, se o design funciona e é resistente, não há grandes problemas.
Tela
A tela é excelente, mas continua a mesma. Trata-se de um painel IPS LCD de 11,2 polegadas com resolução 3.2K, resultando em densidade de aproximadamente 344 ppi.
Para um tablet, essa nitidez é muito alta. Não é possível ver os pixels mesmo aproximando bastante o rosto da tela. A taxa de atualização é variável, até 144 Hz. No uso diário, tudo é muito fluido, inclusive o sistema. Caso se queira priorizar bateria, é possível travar em 60 ou 90 Hz nas configurações.

Há suporte a HDR10 e Dolby Vision para conteúdos compatíveis, e o pico de brilho é de 800 nits. Suficiente para ambientes internos, porém pode sofrer em locais abertos.
As cores e a resolução não apresentam problemas relevantes. Os pretos não são infinitos como em uma tela AMOLED, mas o contraste é satisfatório.
O ponto de atenção continua sendo a proteção, porque a marca não informa se há alguma versão específica do Gorilla Glass.
Câmeras
As câmeras também seguem o reaproveitamento de componentes. São 13 megapixels com abertura f/2.2 na traseira e 8 megapixels com f/2.3 na frontal.
Ambas entregam resultado apenas ok e servem para o básico. Para videochamadas, a frontal atende bem, entregando imagem clara e com boa angulação.
Para escanear documentos, a traseira tem nitidez suficiente.
Em ambientes bem iluminados a qualidade é aceitável, mas com pouca luz surge ruído e perda de detalhes. A compensação de luz não faz milagres à noite.
São características comuns de tablets.
Desempenho e bateria
O conjunto interno do Pad X1 é formado por um Snapdragon 7+ Gen 3 somado a 8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
Esse chipset não é o topo absoluto como os Snapdragon 8, porém é mais que suficiente para uso de produtividade intermediário/avançado.
Nos testes sintéticos, atinge cerca de 4.742 pontos em multi-core no Geekbench 6 e aproximadamente 1.750.000 pontos no AnTuTu.

Comparado ao POCO Pad M1, o salto de desempenho é expressivo, cerca de 67%.
Porém, em relação ao Xiaomi Pad 7, a mudança está apenas no armazenamento, pois o chip é o mesmo.
No uso real, a experiência é ótima: redes sociais, leitura de PDFs e streaming funcionam perfeitamente.
O HyperOS roda fluido, sem travamentos.
No modo desktop (“Estação de Trabalho”), as limitações permanecem. É necessário ativá-lo manualmente e ele permite apenas quatro aplicativos simultâneos. Ao abrir um quinto, um dos anteriores é minimizado.
O sistema também espelha a imagem em monitores externos, com barras laterais por causa da proporção 3:2.

Ferramentas de IA incluem Xiaomi HyperAI e Google Gemini. Há também integração com o ecossistema para troca de arquivos, controle do telefone e área de transferência compartilhada.
A bateria tem 8.850 mAh e carregador de 45 W incluso, completando a carga em cerca de 1 hora e 35 minutos.
Em tarefas sem jogos, o consumo varia entre 9% e 14%, suficiente para um dia de uso simples. Em jogos, sobe para 15% a 20% por hora, podendo chegar a 25% em títulos pesados, com aquecimento moderado próximo à câmera frontal.
Mesmo assim, não há queda de desempenho ou frames.
Conclusão
Ainda assim, por volta dos R$ 2.200 a R$ 2.300, ele seria um dos melhores custo-benefício para quem procura um tablet que faça de tudo com folga.
Entretanto, é complicado recomendá-lo enquanto o Xiaomi Pad 7 ainda está no mercado.
Tendo em vista que os dois são essencialmente o mesmo tablet, é de se esperar que o POCO só valerá a pena quando o preço for no mínimo equivalente ao Pad 7, que é um dos modelos mais pesquisados da Xiaomi.
Assim, para quem precisa comprar imediatamente, o Pad 7 não perde em nada para o X1.
Caso seja possível esperar, vale acompanhar os preços do X1, já que o Pad 7 está próximo do fim do ciclo de mercado e um eventual Pad 8 tende a chegar mais caro, momento em que o X1 passa a fazer mais sentido.


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