A Xiaomi Smart Band 10, carinhosamente chamada de Mi Band 10, é a nova versão da pulseira inteligente mais famosa do mercado. Ela tem tela maior e mais brilhante, algoritmos de saúde aprimorados, algumas funções adicionais, e claro, até 21 dias de uso. Nesse review, nós falar do que é novidade esse ano e discutir se ela continua tropeçando em alguns erros cometidos em versões anteriores.
Xiaomi Smart Band 10
- Tela: 1,72″ AMOLED
- Resolução: 212 x 520 px
- Conectividade: Bluetooth 5.4
- Proteção: resistência à água 50 m
- Bateria: 233 mAh
- Sistema: HyperOS 2
Eu quero abrir esse vídeo comentando que a essa altura já está claro que os incrementos das Mi Bands a cada ano são mínimos. Eles precisam manter o preço baixo, e isso limita um pouco o leque de atualizações.
Porém, dá para dizer que já tem pelo menos duas gerações que esses vestíveis sem GPS atingiram um certo teto de desempenho e confiabilidade – elas certamente estão num nível acima do que era lá na 5ª ou 6ª geração – ou seja, de pouco em pouco temos grandes saltos pra quem acaba pulando algumas atualizações.
Tela
Nesse ano, temos mais alguns incrementos: começando pela tela, que agora tem um aproveitamento melhor do corpo em formato de pílula, subindo de 1,62 para 1,72 polegadas e atingindo 73% de aproveitamento da construção.
Isso resulta em bordas mais finas, já que o corpo tem dimensões muito próximas. Existe uma diferença colocando as duas lado a lado, mas é desprezível e fácil de passar despercebida. Tanto que até as pulseiras intercambiáveis de uma encaixa na outra sem nenhum problema. Nós compramos a Band 10 com mais 3 pulseiras e volta e meia trocamos entre ela e a Band 9.

A resolução e o brilho do painel AMOLED também estão levemente maiores. Respectivamente, 212 x 520 pixels, com um pico de 1500 nits, o que ajuda em ambientes muito iluminados, desde que você limpe um pouco com a camisa porque ela pega umas marquinhas de dedo.
Outra novidade legal desse ano é a versão branca com construção em cerâmica, que eu fiquei curioso para ver como está, mas infelizmente o modelo que chegou foi a de alumínio. Ainda assim, é melhor que o acabamento em plástico que foi usado na Mi Band 8, mas não muda em nada quando em comparação com a Band 9.
Sistema e sensores
E por fim, outra novidade é o HyperOS 2 que já vem de fábrica. Modelos antigos também foram atualizados para a nova versão do sistema, mas na Mi Band 10, para criar essa sensação de novidade, a Xiaomi se esforçou para trazer uma cara diferente ao software.
Alguns ícones dos aplicativos padrões foram modificados, a visualização do app de calendário mudou, e pequenos ícones foram adicionados dentro do menu de configurações.

São leves mudanças incrementais, mas que dão essa cara de novidade à pulseira mais nova. Porém, quando falamos de recurso, a única novidade desse ano está no acréscimo da bússola eletrônica, que eu acredito auxiliar em dados de exercícios quando usada em conjunto com outros sensores, mas que na prática não tem muito uso para a maioria dos usuários de grandes cidades.
Por falar neles, em sensores, é com eles que a Mi Band 10 continua dando suporte a mais de 150 modos exercícios, com todos os mais comuns presentes aqui como acelerômetro, giroscópio, frequência cardíaca, oxigenação do sangue e luz ambiente.
E, sendo sincero, por mais que empresa fale que a captação é mais precisa a cada ano, eu não notei nenhuma diferença relevante em relação as versões anteriores.
Os dados de sono são satisfatórios, e tão precisos quanto relógios mais caros. Em relação a saúde, aliás, o monitoramento de sono é onde eu acho que as Mi Bands mais se saem bem.

Mas em exercícios, ela continua inventando dados ao ar livre por conta da falta do GPS, e tem um desempenho apenas razoável nas atividades indoor. Esse infelizmente é um problema crônico da maioria dos vestíveis sem geolocalização. Não é uma exclusividade da Mi Band.
A resistência à água se mantém até 50 metros, e o Bluetooth continua sendo o 5.4, o que é ótimo por ser bem atualizado. Mas vamos combinar que a partir de agora nada desse review é novidade, certo?
Atualizações e bateria
Como eu já falei de tudo que a Mi Band 10 trouxe de novidade, é legal deixar claro algumas características que se repetiram esse ano. E isso infelizmente inclui pontos negativos, como a falta de NFC para pagamentos aqui no Brasil, já que ele funciona apenas na China, e a impossibilidade de atender chamadas ou enviar mensagens porque ele não tem nem microfone nem caixa de som.
No app Mi Fitness é possível configurar os aplicativos que poderão te notificar, mas tudo se limita a visualização das mensagens ou, no máximo, recusa de ligações. Nem todos os emojis e figurinhas ela reconhece.

É aqui no aplicativo que também ficam armazenados todos os seus dados de saúde, exercícios e configurações da pulseira, te possibilitando gerenciar suas Watch Faces, configurações de sensores e sincronizar seus dados de exercícios com o Strava.
Uma dica boa nessa parte é para você não esquecer de entrar nas configurações de sono sempre que conectar uma Mi Band nova. Por padrão, a opção de monitoramento avançado sempre vem desabilitada. Eu recomendo que você a habilite para ter dados de frequência cardíaca e sono REM durante a noite.
Isso acaba sacrificando um pouco de bateria, mas felizmente esse continua não sendo um problema das pulseiras da Xiaomi.
Com esse recurso e vários outros ligados, como ativar a tela quando eu levanto o pulso e o Always On Display durante o dia, a média de gasto comigo se manteve igual a geração anterior: de 10 a 12% diariamente. Sempre variando um pouco a depender do meu uso com exercícios.

Isso equivale a um total de 8 a 10 dias, levando um pouco mais de uma hora no carregamento. Está muito longe dos 21 dias prometidos pela Xiaomi, mas como nunca sabemos as condições em que eles fazem esses testes, não tem como levar esses números em consideração.
Via de regra, o valor que sempre trabalhamos é de 1 a 2 semanas de autonomia dependendo do seu uso, o que é muito melhor que relógios mais caros de marcas como Samsung e Apple.
E é aqui onde as Mi Bands sempre se destacam: elas são uma alternativa com mais bateria e, principalmente, mais baratas que os relógios de entrada dessas marcas. Se tornando uma ótima opção para quem quer gastar pouco e não liga pra um GPS.
Conclusão
Existem alguns pontos de atenção antes de pagar os 320 reais que ela está custando no momento em que escrevemos esse review. O primeiro é que a Band 9, está 280, e na minha opinião, uma tela 0,10 polegadas maior e um aplicativo de bússola não valem 40 reais.
Eu sei que é uma diferença baixa, mas penso que a maioria das pessoas que procuram por uma smart band, ou é porque nunca tiveram um vestível inteligente, daí querem testar para ver o que acham, ou simplesmente estão com a grana mais apertada. Então qualquer 40 reais é sim um valor relevante.
E segundo, para quem não faz questão de usar uma pulseira, e topa ir para os relógios quadrados, a própria Xiaomi tem o Redmi 5 Lite, que atualmente pode ser encontrado por R$ 300 reais no Mercado Livre, e é um dos modelos de entrada que mais citamos aqui. Ele tem uma ótima construção, tela também AMOLED e GPS que se saiu muito bem nos meus testes. Então, sinceramente, nesse momento eu iria nele.
Mas a Mi Band continua sendo um ótimo equipamento, que pode ficar muito interessante por valores abaixo dos 260 reais. Então fique de olho porque esse preço de lançamento deve diminuir, e as promoções vão aparecer.


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