Zenfone Max Pro M1: uma proposta interessante

O Zenfone Max Pro M1 é um intermediário da ASUS que une duas coisas que muita gente gosta, Android puro e muita bateria. Ele é o único modelo atual da marca a usar um sistema menos customizado e se encontra na faixa de preço bastante atrativa dos mil reais. Agora, será que vale a pena?

O Zenfone Max Pro M1 é o modelo com uma experiência mais padrão do Android e que se posiciona meio que no meio da linha completa da empresa. Ele está abaixo da linha Zenfone 5 e meio que acima ou do lado da linha Selfie e Selfie Pro.

Até por conta dessa proximidade nos lançamentos, fica difícil não comparar com os outros modelos, e mesmo que eles sejam de categorias diferentes, devo confessar que olhando lado a lado fica difícil gostar do design do Max Pro M1.

Design

Seu corpo é feito em plástico com a traseira de alumínio, em um desenho bem parecido com alguns aparelhos antigos que também utilizam esses dois materiais. Não é feio mas ficou muito sem personalidade – em uma clara referência ao Zenfone 3 Zoom.

Como suas bordas são maiores do que a de qualquer celular novo com notch, o Max Pro M1 é maior, mais pesado do que a média e conta com uma tela de 6 polegadas, que sinceramente eu gostei bastante, principalmente quando pensamos em sua nova faixa de preço.

As cores são bem vivas, mas faltam mais opções de customização que temos na ZenUI. O aparelho utiliza tecnologia LCD IPS e o brilho ficou na média de 610 lux, valor longe do ideal para uso externo, debaixo da luz do sol, mas que é basicamente até um pouco melhor do que o que encontramos perto dos 1100 reais.

De resto não falta nada no corpo. Ele possui P2, bandeja tripla, som mono com qualidade até que ok e micro usb B, que pode facilitar a adoção para quem possui um celular antigo ainda nesse padrão.

Bateria

Claro que aparência é algo bastante pessoal, então não posso falar que isso é necessariamente um problema. Até porque a atração do Max Pro M1 é o tamanho de sua bateria pelo tamanho do seu corpo. São 5000 mAh, que a ASUS diz poder chegar em até dois dias de autonomia. Eu não alcancei essa marca, mas deu para ver que ela chega longe.

Aplicativos que não exigem muito do celular consumiram bem pouco, e até mesmo os jogos mais gastões não conseguiram ultrapassar a marca de 10% de consumo por hora – sim, estou falando do ragnarok online e afins.

Passar de 10 horas no PUBG é uma marca difícil de bater. O que me impressionou também foi o tempo para carregar essa bateria toda, uma hora para 50% e 2 horas e 40 minutos para carga total, no seu carregador de 10W. Claro que não é um tempo sensacional, mas considerando o que ela pode fazer, até que achei rápido.

Desempenho

Além da bateria, o chipset Snapdragon 636 é potente e garante para o Max Pro pontuação em benchmark acima da sua faixa de preço, onde geralmente encontramos um 625, no máximo um 630. É o mesmo chip do Zenfone 5, que até agora não deu problema nenhum para gente nesse quesito.

O desempenho do Max Pro é certamente um ponto forte do aparelho. Porém, vale falar que o seu custo benefício fica restringido à versão de 32 gigabytes de armazenamento e 3 de RAM, o que pode não ser suficiente pra quem trabalha com o celular e se beneficia de uma quantidade grande de aplicativos abertos em paralelo.

Existe também a versão de 64GB e 4GB de RAM, mas o preço sobe e o custo benefício é afetado. Quem gosta daquele sistema operacional bem cru, pode ser agradado, mas não se vê um futuro com atualizações rápidas e pode ser que para muito ele esteja pior sem a Zen UI.

Câmera traseira e frontal

O aplicativo da câmera é algo bem estranho. As funcionalidades estão todas lá mas a aparência não me agrada e a disposição de tudo ficou um pouco ruim. Outra coisa chata em relação às câmeras é que a resolução dos sensores da traseira mudam de acordo com o valor das memórias. Na versão de 3 gigabytes de RAM, a resolução é de 13 megapixels e abertura f/2.2, enquanto que na versão de 4 gigabytes, a resolução sobe para 16 megapixels e abertura da lente também melhora, indo para f/2.0.

A qualidade das fotos até que estão dentro do que eu esperava para sua faixa de preço. Elas ficam sem granulado mas com um aspecto aquarelado, perdendo bastante informação, principalmente dos detalhes menores da cena. O HDR e o efeito bokeh poderiam estar melhores, principalmente quando olhamos o resultado desse mesmo processador em outros aparelhos. Mas de novo, nessa faixa de preço é raro qualquer coisa muito melhor que isso.

Na selfie, o sensor possui resolução de 8 megapixels e abertura f/2.2. É uma câmera básica, bem limitada. O mesmo pós processamento da câmera traseira, que tira o granulado às custas de nitidez, aparece por aqui. É possível tirar boas fotos mas não espere nada espetacular.

E para finalizar, o Zenfone Max Pro consegue gravar em até 4K na câmera traseira e 1080p na frontal. Os vídeos ficam com um chiado constante e a estabilização só aparece na resolução Full HD, cropando bastante a imagem.

O conjunto certamente não é um dos grandes atrativos desse aparelho. Entre o software estranho e as fotos de qualidade abaixo do esperado, o slogan da ASUS para essa geração – “I Love Photo” – não bate com o que vemos por aqui. De qualquer maneira é difícil encontrar algo excepcional nessa categoria, então se seu foco é fotografia, não tem jeito, vai ter que investir mais para subir de categoria.

Conclusão

A conclusão é que os pontos fortes do Zenfone Max Pro são realmente fortes, destaque óbvio para a bateria que dura muito e o hardware que sempre tem qualidade nos aparelhos da ASUS.

O problema é que o sistema mais ou menos e as câmeras abaixo da média podem desanimar bastante alguns tipos de usuários, o que limita o público alvo do Zenfone Max Pro M1 para quem quer um aparelho com bastante autonomia, capaz de segurar jogatinas extensas ou para ficar dois dias no Facebook, Youtube, Instagram e tudo mais.

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