DJI Ryze Tello: é apenas um brinquedo?

Se você filma profissionalmente ou até mesmo de forma amadora é fácil comprar um modelo de drone com qualidade 4K atualmente. Por outro lado, modelos mais baratos e importados tem softwares meio zuados e eu particularmente não arriscaria colocar meu rosto perto de qualquer um deles.

O DJI Ryze Tello me surpreendeu como um drone para festas e brincadeiras, sem contar que minha família adorou. Apesar de parecer um brinquedo bacana, será que vale a pena pelo preço?

Esse drone não tem nada de chique. Sem case, sem caixa bonitona, sem acessórios complexos, sem controle, e claro, sem um preço exorbitante. Você consegue encontrá-lo por menos de R$500 e a ideia é ser um aparelhinho útil e que funciona bem dentro das suas limitações de valor.

Aplicativo e especificações

A primeira coisa a se fazer é conectá-lo ao seu celular, ou até mesmo parear com um controle de video game. Preferi o celular para ter um maior número de opções.

Para quem veio correndo achando que esse é um aparelho da DJI, ele é “endossado” pela empresa, que firmou uma parceria com a Ryze. Então, o próprio aplicativo do Tello conta com o nome de empresa da Ryze.

Parear e começar é fácil, mas a distância máxima é de 100 metros, então a ideia é você usar dentro de casa, na piscina ou no sítio. Até porque se começa a ventar um pouco ele já começa a balançar.

A câmera também é bem fraquinha, com 5 megapixels e gravação máxima em 720p – além de claro não ter estabilização. Ela ainda não se mexe, então você sempre tem de estar apontando o drone de forma reta para o que quer ver. Se quer ter o mínimo de qualidade vai com um DJI Spark.

Vale lembrar que ele não tem armazenamento interno, então todas as fotos e videos são enviadas direto pro celular e se tiver alguma interferência você também recebe a interferência no conteúdo final. Acho que já entenderam que é só pra brincar mesmo.

Experiência e funcionalidades

Pilotar o Ryze Tello é muito divertido! Ele tem um único sensor embaixo da barriga e isso permite que ele decole direto da palma da mão. Uma dica não é jogá-lo pra cima, mas só tirar sua mão para que ele possa ficar parado no ar.

Deixa eu até aproveitar pra falar das várias opções que ele tem. A funcionalidade que o pessoal mais gosta é o loop, uma cambalhota rápida que o drone dá. O efeito em vídeo é meio estranho, mas é provavelmente o mais divertido.

Depois tem o vídeo em 360º, em que ele roda no lugar, e já fica mais legal, além do modo circle que circunda algum objeto identificado e que pode dar muito problema se você não estiver em um lugar aberto. Lembre que ele só tem sensor embaixo. Dá para ele fazer o up and out que vai abrindo a imagem e teria um efeito mais legal em uma câmera melhor.

Conclusão

O Ryze Tello tem provavelmente o maior número de funções para um drone da sua faixa de preço. Ele também até que é meio esperto, com um chip Intel para processamento, mas com um sensor só é muito fácil ele bater nas coisas ou ficar preso no teto, então tem de ter cuidado na hora de usar.

Um ponto legal e chato é a bateria. Legal porque ela é pequeninha e mantém o drone leve e fácil de transportar, o chato é que tem 10 minutos de uso e demora 1 hora pra carregar. Uma opção é comprar baterias adicionais que saem perto dos 90 reais. Pelo menos uma adicional é legal, senão a brincadeira acaba muito rápido.

O Tello é programável. Dá para acessar o Scratch, um software de aprendizado bem fácil e selecionar um monte de função para ele fazer em sequência, justamente para as crianças aprenderem sobre tecnologia. Bem interessante.

6.5 Total Score
DJI Ryze Tello

Voltado para um mercado mais próximo de drones como brinquedo, o Tello mostra suas limitações e oferece um pacote simples que equivale o preço pedido pelo aparelho.

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1 Comment
  1. Quanto ao equipamento Tello recomendo uma leitura rigorosa no manual que diz respeito à segurança. Esse equipamento dispõe de vps que é um sensor utilizado nos drones da DJI de som e Atti que estabiliza a altura.
    Deixam claro que não pode voar aonde tiver obstáculos, regiões de torres e cabos de energia elétrica, bem como não voar em regiões muito habitadas, locais de acidentes (incêndios, catástrofes e outras intemperies). Regiões com muitas interferências Wi-Fi, Antenas de celular. Em nenhum momento diz que pode voar em ambientes internos com segurança.

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