Blu Vivo XI: falta pouco para brigar no mercado

O Blu Vivo XI é a versão com foco em economia da nova linha de smartphones da empresa americana BLU. Marcada pelo retorno da marca para o Brasil com preços bem agressivos, esse aparelho tem especificações bastante competitivas, mas será que essa é uma boa opção pra quem quer gastar menos de 1000 reais num aparelho?

Design

O Vivo XI chegou no Brasil com uma cara de smartphone de 2018, falo isso porque apesar do seu corpo ser construído em plástico, já possui as tendências de tela estendida, notch e câmera em pé que basicamente todo mundo decidiu adotar. Outro ponto adotado aqui é a clássica traseira magnética de marca de dedos que todo mundo “ama”!

Pelo menos, mesmo sendo mais barato, ele vem com duas opções de capinha – uma transparente e outra banhada no estilo barroco. Achei de bom tom, afinal, não dá para esperar que todo mundo goste da segunda opção.

A carcaça tem 149 por 79 milímetros, e eu gosto do fato suas bordas serem reduzidas, mas no geral elas são um pouco mais grossas do que o normal, um detalhe que deixa o aparelho um pouco maior do que precisava. Mesmo assim ele ainda fica bem na mão, já que tem um tamanho de tela no tamanho que eu gosto, logo abaixo das 6 polegadas.

Tela

Um ponto chato é que a resolução é apenas HD. A proporção 19:9, não é o ideal mas isso é o que eu espero desses aparelhos baratos mesmo. Se a própria Apple pode colocar uma tela HD no modelo mais barato, porque a BLU não pode, né?

De qualquer forma, o notch chega a ser um pouco intrusivo em alguns apps, mas o Vivo XI tem um recurso que permite escondê-lo quando você quiser, apenas com um deslizar de dedo na parte superior esquerda, criando uma faixa preta e diminuindo um pouco a proporção, que passa a ser de 18:9.

No geral, o que dá para falar que esse daqui é um smartphone bonito. Esse tamanho, que está cada vez mais raro, é o que eu acho ideal para uma boa pegada. Outro ponto positivo é a presença da entrada P2 para fones de ouvido na parte de cima, que provavelmente só está aí porque o carregamento e transferência de dados ainda é feito por um micro-usb. Seu irmão maior, o Blu Vivo XI Plus é do tipo C e já vem sem o P2 e com um adaptador.

Ao lado do micro-usb está presente o alto falante mono, bem naquele canto que a mão atrapalha a saída de som, mas essas saídas são tão ruins que o ideal é ir para o fone mesmo.

O Vivo XI aceita até dois chips de operadora e está disponível nas cores prata e preto, mas com apenas uma opção de hardware com 32GB de armazenamento. Desse valor o sistema operacional come mais 9GB e sobram 23GB – não é um valor alto, então fique atento a esse detalhe.

Desempenho

Ele possui 3GB de RAM e o chipset é o Hélio P22. Pra quem não está muito familiarizado, esse foi o primeiro chip da MediaTek de 12 nanômetros e equivale mais ou menos ao Snapdragon 625 em questão de CPU. Se o seu foco for Facebook, Instagram e esse tipo de coisa, você não vai sentir diferença entre esses dois, mas em processamento gráfico ele fica bem pra trás.

O benchmark parecia mais um slideshow do que vídeo. Por conta disso a pontuação acabou ficando bem baixa, mas isso não significa que você não consegue jogar nada. Os jogos vão ficar numa qualidade mais baixa e travar de vez em quando, mas rodam.

 

Em eficiência energética ele é um pouco melhor, já que o Snapdragon 625 tem 14 nanômetros, e por consequência, consome mais. Aliás, acho que vale já entrar nesse ponto: o Vivo XI tem uma bateria de 3000 mAh e abaixo estão aparecendo os números de testes onde passamos usando alguns apps diferentes.

Vale lembrar que a resolução HD ajuda a aumentar o tempo de bateria, com uso moderado, é bem provável que você chegue no final do dia até com um pouco de sobra. Pra carregar a bateria, aliás, você precisará de umas duas horas e meia, conseguindo dar uma carga de mais ou menos 35% em meia hora.

Software

Com o hardware fora do caminho, chegou a hora de falar de software. Quem se lembra de quando a BLU começou a aparecer no Brasil, lá em 2014, deve ter lembranças ruins por conta da falta de atualizações nos seus aparelhos e assistência técnica bem limitada, o que não ajudou a marca a criar um pé firme por aqui.

Dessa vez fizeram parceria com a loja NoteTec e estão oferecendo 6 meses de garantia contra qualquer dano na tela e um ano para defeitos de fabricação, além de prometerem atualizar seu sistema operacional para o Android Pie até março do ano que vem, porém, por se tratar de um produto white-label, faltam adaptações próprias ao seu sistema operacional, então não espere ir além da experiência básica do Android e atualizações que vão além de melhorias de segurança.

Câmera traseira e frontal

Um fator que sempre deixa as pessoas com o pé atrás quando falamos de smartphones baratos é a câmera. Existe um certo preconceito em achar que elas sempre vão ser muito ruins, mas os equipamentos mais atuais até que estão surpreendendo.

Com um sensor duplo na câmera traseira com 16 megapixels e uma frontal de igual resolução, eu devo dizer que gostei bastante da definição e do modo retrato, quando pensamos em um aparelho de 900 reais. O recorte ainda erra bastante quando estamos em média luz, mas eu achei umas das boas opções.

O HDR é “ok”, mas o Helio P22 não ajuda. O Vivo XI+ que é da mesma empresa e tem os mesmos sensores conseguiu resultados melhores, mas ele custa mais.

Quando falamos de selfies, 16 megapixels ajudam a melhorar a definição e trazer fotos mais bem definidas e com menos granulado.

Em vídeo, ele é capaz de gravar em qualidade de até 1080P a 30 frames por segundo, o microfone é bom e a estabilização é bem ruim. Eu não diria que é uma câmera impressionante, mas considerando o valor desse aparelho, não tem como reclamar.

Conclusão

A escolha do Blu Vivo XI até que é fácil. Ele vai bem em todos quesitos, mas traz dúvidas em seu software e em jogos. Digo isso porque ele entrega tudo o que se espera de um aparelho dessa faixa de preço, mas acaba perdendo um pouco de performance e qualidade.

Se seu foco é um uso cotidiano, sem grandes extravagâncias, você não vai deixar nada pra trás. Agora, se gosta de algo mais localizado, maior acesso a peças e coisa e tal, marcas mais conhecidas também podem entregar experiências parecidas pelo mesmo preço, afinal, diferente do Blu Vivo XI+, esse daqui não entrega algo tão diferente assim.

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