Samsung HMD Odyssey: vale a pena ter um headset VR?

O Samsung HMD Odyssey é um sonho que eu já tinha há um tempo, um headset de realidade virtual com sensores de movimento. Desde o evento de lançamento que cobrimos aqui pelo canal eu estava doido pra usar, e agora ele está aqui. Mas será que está valendo a pena? Ou ainda vamos ter de esperar uns 10 anos pra comprar?

Design e construção

Pra mim que sou o doido do VR, não tem como falar que um equipamento desses não é bonito, mas uma das partes mais importantes de um headset de realidade virtual é certamente ergonomia na hora de usar.

Para isso o HMD Odyssey permite diversos ajustes. Na parte de trás você encontra uma rodinha para ajustá-lo ao tamanho da sua cabeça. Eu tenho uma cabeça normal e consegui deixar bem firme, mas um pouco mais angulado para melhorar o foco.

Também existe outra rodinha na parte da frente para ajustar o foco dos seus olhos, e logo ao lado o botão de volume, porque sim, esse óculos já vem com fones AKG bons pra caramba. E um buraco pequeno na carcaça para o microfone embutido que serve pra você jogar com outras pessoas.

Um detalhe legal é que dá para usar óculos junto com o headset. Como só o Salgado que usa aqui no estúdio, ele testou e aprovou.

Para ter uma experiência mais completa, o HMD Odyssey vem com 2 joysticks, cada um com 6 botões: um gatilho, um na lateral que fica meio que no seu dedo médio, o menu, tecla Windows, um touchpad que serve como 4 em alguns jogos e o joypad.

Para conectar no seu computador você usa esse cabo combo com uma saída HDMI e uma saída USB, que está estrategicamente posicionado no notebook Odyssey.

Os controles precisam de pilhas e é bom tomar cuidado com os cabos na jogatina. Aliás, sabendo que o HMD Odyssey é capaz de entender quando você se move pra frente ou para trás, ele poderia ter um cabo maior do que os 4 metros que te impedem de se movimentar um pouco mais.

Só tem de tomar cuidado para não se enrolar e derrubar tudo, algo que como você pode imaginar que não aconteceu comigo aqui no estúdio.

Tela e conectividade

Pra ajudar na experiência, ele vem equipado com duas belas telinhas de amoled de 3,5 polegadas e resolução 1440 x 1600px que permitem um ângulo de visão de 110º, combinado com o som espacial de 360º proporcionado por dois fones AKG bons pra caramba.

O HMD foi certamente a melhor experiência VR que tive até o momento em som, mas em tela, ela ainda fica borrada nos cantos em alguns momentos. O headset fecha bem os cantos e se torna imersivo a ponto de você tomar sustos se alguém encosta em você ou até mesmo bater os controles na parede.

Na hora de instalar não tivemos problemas, a Samsung optou por usar a plataforma da Microsoft chamada Windows Mixed Reality, que tem esse nome diferente, mas é só a plataforma VR deles mesmo. Logo que você conecta ele, o PC já reconhece o headset e em menos de 5 minutos você já entra na sala que é o painel de controle VR.

Logo de cara ela já gera um impacto pra quem nunca usou VR antes, e é daqui que você tem acesso a tudo que o HMD Odyssey pode oferecer, incluindo jogos, filmes e navegação desktop em 3D. Até porque, você pode usá-lo para qualquer coisa que um computador normalmente faz, é só acessar os aplicativos pelo Windows Mixed Reality e usar como quiser. Fica uma tela plana em um mundo 3D, mas controles não vão bem para esse tipo de uso.

Aliás, vale comentar que não adianta ir no YouTube e tentar ver um vídeo 360º, você precisa pegar o aplicativo preparado para VR.

Por isso mesmo, a experiência com esse rapaz aqui vai variar de acordo com os jogos e aplicativos que você tem à disposição. O primeiro lugar para procurar e comprar é a Windows Store, e sinceramente, ainda temos boas limitações. São apenas 73 aplicativos de VR na loja, sendo a maioria deles pagos.

Conteúdo VR e desempenho

Onde você vai encontrar a maioria dos jogos na nova onda do VR é dentro da Steam. Felizmente você tem acesso a praticamente toda a biblioteca Steam VR. Só que você precisa fazer um processo rápido para habilitar. A gente passou uns 3 dias quebrando cabeça para achar, mas é basicamente baixar a Steam, baixar o SteamVR, e encontrar um software chamado Windows Mixed Reality for SteamVR, instalou tudo e pronto. Sem isso, o sistema não detecta o headset e daí parece que é só um problema de reconhecimento.

Uma vez que está tudo configurado e instalado, é só sentar, relaxar e jogar. Aliás, dependendo do jogo você não vai poder sentar, mas aí faz parte da graça do negócio.

Como o HMD Odyssey é só um display, quem fica responsável por todo o processamento é o seu computador e a qualidade vai depender de quão poderoso ele é. Por aqui a gente testou no notebook Odyssey que já vem com uma GTX 1060, que é o mínimo de configuração para conseguir rodar esse equipamento aqui.

Eu basicamente pirei no processo de jogar joguinhos de nave lá no The Lab, fazer carinho no cachorrinho, mexer em jogos de arco e flecha e tudo mais. Pra mim os jogos são bem mais imersivos do que os vídeos, já que qualquer vídeo 360 em 4K é difícil de carregar e ainda parece ruim e falso para os nossos olhos. O fato de interagir nos jogos também dá essa sensação de imersão.

O fato do headset conseguir entender quando você se move pra frente e pra trás ou senta, o coloca à frente de alguns outros baratos, mas acho que o maior gap ainda está nos jogos, que ou são caros ou muitas vezes não tem uma interface amigável.

Conclusão

Adorei a experiência com o HMD, e acredito que com uma biblioteca melhor e maior, nos próximos anos podemos ver coisas bem interessantes na plataforma. Fiquei com um pouco de dor de cabeça em alguns momentos, mas poxa, eu curto demais.

Ele foi lançado por R$3.500,00 e não caiu muito, é mais preço com desconto no boleto. O Oculus Rift importado também está custando esse preço, e o HTC Vive muito mais. Então sinceramente eu acho que o custo benefício dele está muito bom, apesar de ainda ser caro.

Se você quer algo mais simples e barato, vale a pena pegar um PS4 com o headset deles que vai sair quase três vezes menos no total.

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