Xiaomi Mi 9T: intermediário com cara de topo de linha

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O Xiaomi Mi 9T entra no mercado como um dos candidatos a melhor custo beneficio do ano até R$2.000,00. Com uma tela sem entalhes e desempenho de linha 700, será que ele tem tudo o que um usuário pode querer? Ou será que vale investir um pouquinho mais e pular para o Xiaomi Mi 9 logo de cara? Essa é a nossa discussão desse review, que vai te mostrar se vale a pena.

Design e tela

O Mi 9T é basicamente a versão global do Redmi K20, um intermediário que traz características de topo de linha para uma faixa de preço bem mais em conta. A Xiaomi tem sempre esses esquema de chamar o aparelho com um nome em cada lugar para aproveitar a marca, então não fica claro se o modelo Pro chegará para mercados ocidentais, afinal ele seria o Mi 9T Pro, nome um tanto complicado.

Logo que você bate o olho já nota a primeira característica de celulares topo de linha: a belíssima tela AMOLED com quase 100% de aproveitamento frontal, sem precisar apelar para entalhes, furos, ou alguma outra coisa que atrapalharia a sua visão.

Ele faz isso através da câmera retrátil, que fica guardadinha na parte de cima do aparelho, só esperando o momento que você precisa dela para alguma coisa. Ela é usada em basicamente duas situações: selfies e desbloqueio de tela. Esse último tem um certo atraso por conta do tempo para ativação do mecanismo. Eles até tentaram atenuar essa demora com efeitos sonoros quando a câmera é ativada, mas não ajuda na percepção de velocidade do desbloqueio.

Depois que a tela é liberada, a câmera também fica um pouco parada no alto, numa estratégia que provavelmente serve para dar um tempinho para o motor esfriar e aumentar a durabilidade. Infelizmente, isso ajuda a manter o processo lerdo.

Aliás, durabilidade é sempre um ponto que gera dúvidas, principalmente se você optar pelo desbloqueio facial. Será que adicionar mais um vai e vem diminui a vida útil do mecanismo? A empresa, como sempre, promete uma quantidade imensa de acionamentos antes de começar a dar problema. A questão é se a gente pode confiar no que dizem, já que a tecnologia é nova e não deu tempo de começar a quebrar.

Aliás, buscando aparelhos mais antigos, como o Vivo Nex, que foi o primeiro a trazer esse estilo de câmera escondida, nós não encontramos uma grande quantidade de reclamações por quebra ou algo assim, e mesmo em situações absurdas de uso, o mecanismo aguentou e é relativamente fácil de arrumar, então, não tem porque acharmos que um aparelho da Xiaomi seria diferente.

O problema é que se acontecer de quebrar, provavelmente você não vai conseguir arrumar na loja brasileira da marca, já que o Mi 9T ainda não é comercializado no nosso país e a loja diz que só dá suporte aos aparelhos adquiridos pelos meios oficiais. Por isso, é bom avaliar se vale a pena o risco.

Olhando para a construção, tudo indica que o Mi 9T é resistente. Ele é todo construído em metal com a traseira de vidro, o que além de dar um ar mais premium, dá um bom suporte para o aparelho. O corpo não é dos maiores, mas ainda assim está longe de ser usável confortavelmente só com um mão, principalmente por seu peso acima da média. Mesmo com todos esses “benefícios” é bom você tomar cuidado, já que ele não tem nenhuma proteção especificada contra água e poeira.

Apesar disso, dentre todas as formas de esconder a câmera, eu acredito que o método retrátil é o que garante o melhor “selo” contra danos de partículas, e é capaz de esconder a câmera caso o celular perceba que está caindo, reduzindo o risco de possíveis danos.

Pode parecer besteira, mas depois que você pega um smartphone sem entalhe, você percebe que pode ter dado trabalho, mas vale a pena essa busca pela tela completa, só pela experiência mais imersiva ao assistir uma série no Netflix.

O display por aqui alcança 6,39 polegadas, e é Full HD+. Além disso, utiliza tecnologia AMOLED, o que além de cores sempre vivas, traz um ótimo contraste, tudo para garantir a melhor imagem possível. O som externo fica devendo, mas a herança de ter Redmi no nome, fez com que o Mi 9T trouxesse a entrada P2 para fone de ouvido. Infelizmente, pelo mesmo motivo ficou faltando o sensor infravermelho, recurso quase exclusivo da linha Mi e que é super util. Sempre acho uma oportunidade perdida quando ele fica de fora.

Desempenho e bateria

A tela AMOLED permitiu ao Xiaomi Mi 9T trazer outra característica para os intermediários: o leitor de digitais debaixo da tela. Eu coloco esse como um ponto positivo do aparelho, não pela tecnologia em si, mas pela velocidade e precisão do sensor, que bate de frente com boa parte dos topos de linha.

Parte disso é responsabilidade do processador mais moderno, o Snapdragon 730. Esse é o segundo aparelho com o chip que analisamos aqui no canal e, honestamente, se você gosta de jogar no celular e não quer gastar muito, esse é o chip perfeito. Com o 730 você consegue jogar de tudo, talvez nem sempre na qualidade máxima, mas roda a biblioteca completa já com uns gráficos legais, melhor que a série 600.

Você também pode escolher entre duas opções de armazenamento, 64GB para economizar, ou 128GB na versão que eu recomendo pela pouca diferença de preço e pela falta de uma entrada para cartão micro SD, o que impossibilita o acréscimo. Ambas as versões vem com 6GB de RAM, um ótimo valor para quem quer um celular para os próximos 3 anos.

E antes de finalizar com as câmeras, deixa eu passar rapidinho pela bateria. O Mi 9T segue a maioria dos novos equipamentos, trazendo carga de 4000 Mah, o mínimo para um celular de respeito, e um bom valor para o seu tamanho de tela, ajudando-o a dar e sobrar no final do dia. Na hora de recarregar, você precisa de mais ou menos 90 minutos na tomada, uma marca até que boa.

Câmera frontal e traseira

A câmera retrátil tem 20MP e abertura f/2.2. O meu medo com as câmeras da Xiaomi costuma ser a cara de fantasma que alguns aparelhos dão para você, mas aqui esse problema não existiu. Ela puxa um pouquinho o branco só que não fica tão exagerado como antigamente.

O modo retrato erra um pouquinho a barba e o cabelo, tudo dentro do normal. Porém o HDR fica de fora desse modo, e esse recurso, quando ligado, dá um belo tapa na foto. Realmente recomendo sempre deixá-lo ligado aqui no Mi 9T.

Na traseira, o sensor é triplo, com 48MP e abertura f/2.2 na principal, 8MP e zoom ótico na segunda lente e 13MP na ultrawide.

No geral a câmera foi bem, e eu só achei que o zoom de apenas 2 vezes ficou muito baixo. Quando colocado lado a lado com o sensor principal, os ganhos não são grande coisa, e quase não justifica uma câmera a mais só para isso. Ela ainda é usada para o modo retrato, o que ajuda a manter a forma do rosto, mas ainda assim é um sensor mais fraco, e a falta do HDR limita a qualidade da foto nesse modo.

A ultrawide é bem dentro do padrão, ótima para fotos de família grande e ambientes, como arquitetura ou parques. A performance dela é baixa no escuro, por isso não recomendo utilizá-la se o cenário não estiver bem iluminado.

Já a câmera principal ficou até acima do esperado, tem modo noite, onde você segura firme a câmera para tirar uma foto melhor em baixa luz, e dá para tirar fotos na resolução de 48MP de verdade. Se você optar pela resolução, no entanto, ganha acesso à inteligência artificial, que ajusta a cena sem exageros em quase todos os cenários, e também verá bons resultados pelo HDR, que vai além de só deixar as cores muito fortes e mais claras, a foto realmente fica mais detalhada e, por consequência, bonita.

Para filmagem, a frontal é super básica, só grava em 1080P, com o céu estourado e bem tremida. Já a traseira não tem nada de especial, mas consegue controlar melhor a exposição e é bem mais estável, além de conseguir gravar em 4K.

Conclusão

Dá para dizer que o Mi 9T fez os cortes certos para reduzir o custo e ainda conseguir entregar uma experiência quase de um topo de linha. Você encontra mais recursos na câmera do Mi 9, e também mais desempenho, só que não é nada que vá fazer muita falta. O Mi 9T já é encontrado abaixo dos R$2.000,00, e se você topa uma importação, dificilmente vai encontrar custo benefício melhor para essa faixa de preço.

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1 Comment
  1. Ele tem suporte a carregador wireless?

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