Xiaomi Mi 8 SE: o compacto quase perfeito

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O Mi 8 SE é um dos celulares que eu mais gostei desse ano, sem brincadeira, ele não é o melhor, mas tem quase tudo o que eu curto. Quase tudo. Eu te convido a passear pelas entranhas do Xiaomi Mi 8 SE para descobrir o que eu gosto, o que serve pra você e até mesmo o que é ruim, por que claro, ninguém nem nenhum aparelho é perfeito.

Antes da gente começar a falar do Mi 8 SE, eu preciso contextualizar um pouco. Eu usei o Mi 6 por alguns meses no ano passado como principal porque gostei além da conta, isso me torna um “téquinho” parcial por causa da memória afetiva, beleza?

O problema é que quando o Mi 8 chegou aqui no estúdio uns meses atrás eu achei ele bem comum. Chama que só foi acendida novamente pelo Mi 8 SE.

Design e tela

Dramas a parte vamos para o que eu curto. Primeiro que ele tem um design extremamente quadradinho. É algo que eu gosto bastante nos smartphones e que quase me fez ir para o Zenfone 5. A única coisa que me impediu foi seu tamanho de 6,2 duas polegadas.

Problema solucionado. O Mi 8 SE tem 5,8 polegadas, o número mágico para esses modelos mais esticados e que é basicamente o 5,2 do Mi 6. Acabamento em vidro bonito pra caramba, capinha adicional escura, USB-C que não supera a falta de P2.

A próxima coisa que você percebe é a tela, bonitona e brilhante. Saindo de um Galaxy S8 só outra Super Amoled para agradar. Com isso, ele não só permite o always on display como entrega uma imagem um pouco mais saturada que pode distorcer um pouco as fotos. Como eu já uso a tela naquele modo que tira o azul quase todo tempo e cago toda essa coisa de balanço de branco, não tem problema.

O que incomoda no entanto, é que o Netflix não está disponível pra essa versão chinesa da MIUI, tem de baixar por fora, do mesmo jeito que tive de instalar a Play Store por fora, então é uma dorzinha de cabeça bem chata para quem não gosta de ficar baixando, instalando e configurando. Eu sou desses, só fui a fundo com esse porque preciso testar. Aliás, se você não manja, ou espera versão global ou passa longe.

Software e desempenho

A MIUI é outra coisa que eu gosto, acho ela bonitinha, gosto das funções e se fosse global seria incrível, como não é, ponto negativo. E quando eu falo incrível, tem relação também com o desempenho do equipamento.

O Snapdragon 710 é recente e traz o desempenho do 835 do ano passado com um gerenciamento de bateria bem melhor. Eu consegui jogar Arena of Valor com 60 frames por segundo – um modo que exige mais do celular – e vencer uma partida de PUBG no alto mas o desempenho não ficou tão legal, o melhor é mudar para médio e evitar lags nos momentos mais importantes.

No dia a dia, o celular também é bastante rápido com seus 6GB de RAM com velocidades perto dos 12 GB/s. O armazenamento de 64GB também tem boa velocidade e complementa bem o desempenho.

Câmera traseira e frontal

Onde eu senti um pouco de atraso foi no processamento de imagens em HDR, então vou aproveitar pra falar delas. A câmera principal tem 12 megapixels com abertura f/1.9 e a segunda lente de 5 megapixels serve como sensor de profundidade.

Em boa luz o equipamento vai muito bem com o sistema de inteligência artifical e o HDR as vezes exagerando um pouco na saturação e contraste de algumas cenas. É questão de você aprender um pouco mais quando é hora de não usar nenhuma das opções.

E poxa, legal ter a opção por aqui. O modo retrato fez alguns recortes bem legais em boa e média luz e fotos em baixa também tem um resultado melhor do que a média.

Em vídeo, a câmera tem uma boa estabilização eletrônica em Full HD e fica meio capenga em 4K. No geral, gostei pelo preço.

Agora, o que me impressionou mesmo foi a frontal de 20 megapixels. Como sempre a Xiaomi te deixa um pouco branco, mas em baixa luz, até pelo celular estar virado pra você com a tela acessa, ele consegue resultados bem legais mesmo no modo retrato. Mas se por um lado a foto é boa, o vídeo peca por conta do microfone que assim como no Mi 8 dá uma bela de uma estourada e incomoda. No geral gostei bastante, evoluiu perante o mi 6 na maioria dos quesitos. Boa escolha.

Bateria

Outro ponto que gostei bastante foi da bateria. Com 3120 mAh eu consegui mais de 7 horas e meia de uso de tela, até porque a tela é menor e o processador mais econômico. O carregador de 15W ainda consegue levar o aparelho de zero a cem perto de 1 hora e quarenta minutos e conseguir os primeiros 50% de forma bem rápida.

Pra fechar, cortaram o NFC, mantiveram um GPS bom e variados sensores, o que deixa ele rodando bem pra fazer uma corridinha por aí e mantiveram não só um alto-falante único fraquinho como nem mexeram na saída de som que em caixas grandes gera distorção.

Conclusão

No geral vocês devem ter visto que eu sou facilmente agradado quando se trata de celulares pequenos com boas telas. Foi só colocar isso e adicionar uma câmera bem legal que pronto, eu já usaria esse celular facilmente no dia a dia de pessoa física.

Agora, tem alguns pontos que o produtor de conteúdo não conseguiria deixar para trás. A saída de som e o microfone ruim não permitem bons stories, o software chinês dá mais trabalho e me preocupa com relação à segurança. A falta de P2 dificulta ter um microfone externo comigo e a falta de IP68 me deixa preocupado com a durabilidade no dia a dia da correria de gravação.

Adorei o Mi 8 SE, lindo pra caramba, mas vai ter de ficar pra próxima ou pra ROM global. O mesmo vale pra você, só pegue ele se não ligar pros pontos ruins e pra ROM chinesa.

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1 Comment
  1. A Xiaomi já disponibilizou ele em Global via OTA, ou seja, ele atualiza sozinho, o meu chegou até mim já atualizado, com a MIUI 10 e todo suporte do google!

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