Xiaomi Redmi Note 8: nem parece uma nova geração

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O Redmi Note 8 chega como um verdadeiro sucessor de um dos melhores custo benefício da Xiaomi em 2019. Com mais similaridades que avanços, será que ele tem o que é necessário para alcançar o sucesso do Redmi Note 7? É o que nós vamos ver no review de hoje.

Construção e tela

A identidade visual do Redmi Note 8 é bem próxima do Note 7. Tipo 95% próxima. No nível que era mais fácil chamar de Redmi Note 7S.

A traseira é no mesmo esquema de vidro com o acabamento degradê, que é bem bonito, sem pecar pelo excesso, mas o sentido em que o degradê é realizado foi invertido. Além de igual na aparência, todas as características externas são mantidas, para o bem ou para o mal.

O alto falante é mono e fraco, normal para aparelhos que não focam em “experiência sonora”. O infravermelho ainda está presente e o P2 está localizado na parte de cima do aparelho, tudo dentro do esperado para a linha Redmi.

A maior mudança funcional na construção foi na bandeja, que passa a ser tripla, em vez de híbrida, abrindo a possibilidade de usar dois chips de operadora junto de uma expansão de memória.

Em um ano de muitas mudanças, o principal não é o que mudou, mas sim o que foi mantido. Eu realmente esperava que os dias do leitor de digitais na traseira do aparelho tinham se encerrado, mas aqui ele se manteve forte, sólido e com a velocidade que a gente espera e tanto gosta.

Não que eu esteja reclamando dos sensores luminosos escondidos, mas a gente esquece como era mais rápido o desbloqueio e até a configuração do sensor físico depois de experimentar tantos aparelhos com a nova tecnologia.

Por não adotar a nova tendência, o Redmi Note 8 pôde economizar e continuar com uma tela LCD IPS, que não é necessariamente pior, mas é mais barata que o AMOLED. A resolução não tem muito para onde evoluir. Ela já era Full HD no Note 7, e continua assim no Note 8, mas o brilho é alto e eu gostei do esquema de cor bem customizável – um dos fortes da MIUI.

A tela tem 6,3 polegadas, na proporção 19.5:9, igual ao Redmi Note 7, inclusive com o mesmo degrau perante o resto do corpo, que eu particularmente não sou muito fã, pois pode deixar mais fácil de lascar a tela ou algo assim. Como é muito provável que você use a capinha que já vem com ele na caixa ou compre uma nova, esse problema não deve te afetar tanto, só acaba reforçando a necessidade da proteção.

Desempenho

Continuando uma tradição que eu gosto de ver nos aparelhos da linha Redmi, o Note 8 tem configurações para todos os gostos e necessidades, algo que ajuda o usuário a sempre encontrar uma versão que se encaixa no seu orçamento.

Elas começam em 32GB de armazenamento e 3GB de RAM, chegando até 128GB com 4GB de RAM. Porém, vale comentar que, hoje em dia, só 3GB começa a não ser o suficiente por conta de apps cada vez mais pesados. Vale a pena colocar na balança tudo o que você precisa, antes de comprar um aparelho que pode travar e te incomodar em seis meses.

Além disso, ao explorar as especificações mais a fundo, encontramos algo estranho: o Snapdragon 665. Parece, mas não é necessariamente mais potente que o 660 do Note 7. Ele tem processador com frequência menor, deixando o aparelho mais antigo a frente em testes de benchmark, mesmo que no papel, o processamento gráfico seja melhor.

Se eu trouxer para um situação mais próxima do dia a dia, isso significa que a performance em jogos é igual, e que os dois vão rodar tudo do mesmo jeito. Isso não é algo ruim, pois o Note 7 já era bem a frente do seu tempo no quesito desempenho.

O problema é que a distância dele para os lançamentos de outras marcas, não será tão grande quanto foi na geração passada. Até temos um caso já com o Moto G8 Plus, que acabou de sair do forno e tem desempenho bem próximo do Note 8, e o próprio Exynos 9610 e 9609 presentes em intermediários da Samsung e na linha Motorola One que também já levavam quase o mesmos números de benchmark.

Seria bom se ele conseguisse usar o novo processador de uma forma mais eficiente, gastando menos bateria nas atividades mais exigentes, que é um ponto que me incomodou bastante lá no Note 7. Infelizmente não é o caso, e a média por hora de vários aplicativos continua um pouco acima da média para essa faixa de preço e para essa quantidade de carga.

Os 4.000 mAh por aqui aguentam um pouco menos de 10 horas de youtube, o que dá mais ou menos 2 ou 3 horas a menos que o Galaxy A50, por exemplo. A bateria dele não é ruim, de forma alguma, mas não é a muito bem otimizada.

Câmera

Por outro lado, o processamento gráfico melhor, que eu comentei agora a pouco, gerou resultados positivos na câmera, que acaba sendo o maior atrativo do Redmi Note 8. O sensor principal possui 48 MP naquele conhecido formado de quadpixel, que agora todo mundo já usa, mas que basicamente foi inaugurado pelo Note 7.

Para quem está chegando aqui pela primeira vez, esse sensor é capaz de tirar fotos tanto nessa resolução total, mas para ter todas as funções de HDR e de processamento, o padrão é utilizar a resolução de 12 MP, juntando os quatro pixels em um para captar mais dados.

A primeira câmera auxiliar é a ultrawide, de 8 MP, depois o bom e velho sensor de profundidade para o efeito de desfoque, e a grande novidade e quase exclusividade é a câmera de 2 megapixels para fotos macro, para aqueles momentos que você quer chegar bem perto do objeto sem perder o foco.

No geral, as fotos ficam bonitas, bem definidas, e com um pós processamento que faz sentido, graças a uma inteligência artificial boa na hora de reconhecer as cenas e rostos. As fotos são quentes e as cores são mais perto da realidade que os smartphones costumam oferecer.

Com a câmera ultrawide, dá para encaixar todo mundo na foto de família, ou capturar ângulos mais abrangentes da arquitetura de um lugar, dando aquela sensação de como seria estar naquele ambiente, não só um angulo fechado de um detalhe da sala.

As fotos em macro funcionam, gerando imagens bonitas em diversas situações, porém a resolução bem baixa requer alguns cuidados. Basicamente é só para usar ela quando você não consegue mesmo usar a principal, mas a ideia é até que legal. Dá para ver que a Xiaomi decidiu inventar de usar um sensor desse para economizar e não manter o modelo igual ao de 6 meses atrás.

Eu gostei das fotos do Note 8, mesmo que elas não estejam tão distantes da versão anterior, que já era conhecida pela boa câmera traseira. A real necessidade por aqui era trazer incrementos para as fotos com a frontal, que eram um ponto fraco da geração passada, agora ultrapassado até mesmo pela maioria dos nacionais do segmento.

Por aqui temos uma câmera de 13 MP, e de abertura f/2.0, que deveria ser um bom sinal, mas ainda sinto a falta de cores e definição que modelos com mais resolução andam trazendo. Por que não pegar os 32 MP que já usam no Xiaomi Mi A3?

Sinceramente, eles mexeram um pouco no pós processamento e não ficamos mais tão “tristes e descoloridos” quanto no Note 7 e houve uma melhora boa no HDR. Nenhum desses avanços transformou o Redmi Note 8 em um aparelho para super selfies sensacionais, porém ajuda a tirar aquela impressão de foto da geração passada, que o Note 7 tinha.

Quem quer ainda mais qualidade, se mantendo na Xiaomi, pode dar uma olhada no Mi A3, que vai no caminho contrário e traz uma das melhores selfies por um preço similar ao Note 7 e 8. Ele tem seus problemas também, mas vale a pena dar uma olhada nele e conferir nosso review.

Conclusão

No final, o Redmi Note 8 fez mudanças pontuais, evoluiu em selfies sem mexer no sensor e trouxe mais duas câmeras, aumentando a qualidade e as possibilidades para fotografia. O único “porém” aqui é que ele repete muitas características do Redmi Note 7, diminuindo seu destaque frente ao mercado que já está quase alcançando a Xiaomi em custo benefício.

Mesmo dentro da marca, dificilmente valeria a pena trocar seu antecessor por ele. Aliás, sempre que possível pule uma ou duas gerações na hora de trocar de smartphone.

Se por outro lado a gente pensar em um cenário onde você vem de algo mais antigo, e o preço do Redmi Note 8 está próximo do Note 7, pode ser mais negócio pegar o mais novo, mesmo que o “único” motivo seja a promessa de se manter atualizado por mais tempo.

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