Xiaomi Mi 8 Lite: compacto de respeito

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O Mi 8 Lite é a opção mais barata dessa família da Xiaomi que eu já tanto elogiei em outras análises. Seu design mais quadradinho, as boas especificações em diversas frentes e a construção o colocam na frente do conhecido Redmi Note 6 Pro com um preço que não é tão diferente assim, mas claro, a dúvida que vocês sempre tem é: vale a pena? Então deixa eu te contar na análise completa!

Design

A linha Mi sempre foi um dos carros chefes de venda da Xiaomi, e nesse último ano, a família de aparelhos foi mais explorada do que a média com 4 modelos, o Pro, o normal, o SE e claro, o LITE.

A Xiaomi procurou manter um padrão de construção em toda essa linha, o que valoriza bastante o aparelho através da traseira feita em vidro e a armação, apesar de parecer mais macio do que deveria, é de alumínio, formando o clássico sanduíche de metal e de marcas de dedo, num design bem quadradão que eu gostei bastante.

Ele é praticamente igual ao Mi 8 SE, exceto na orientação da câmera e no tamanho do celular, onde de “light” ele não tem nada. São 156,4 por 75,8 milímetros e espessura de 7,5 milímetros, um tamanho grande e bastante fino que ajuda a destacar o tamanho, mas que mantém uma boa ergonomia.

Ainda falando do corpo, a Xiaomi já abandonou o P2 faz tempo, te forçando a utilizar o adaptador se você ainda for da “velha-guarda” como eu. No lugar dele, na parte inferior, você encontra um microfone, ao lado o USB Tipo C, que é legal de aparecer nessa faixa de preço, e o alto falante mono, fraquinho e fácil de tampar, o que é meio normal de acontecer nos aparelhos da marca.

A falta de qualidade na capinha que vem junto na caixa é, infelizmente, algo que acontece com frequência também. Ela é bem mole e fina, rapidinho ela espana e perde o encaixe. É algo que vimos acontecer na capinha do Pocophone F1 e de alguns outros aparelhos da Xiaomi. Ela até dura uns meses, mas eu acho importante você já pensar em comprar uma nova, mais rígida, para protegê-lo melhor, afinal, estamos falando de um aparelho importado e de vidro, que pode sair caro de consertar.

Tela

Além da capinha, a existência do notch também pode não agradar todo mundo. Mas essa discussão já é notícia velha, ele está aí e abriga a câmera de selfie e a saída de som para telefonia. É pequeno e não atrapalha no consumo de mídia nem em jogos, já que eles geralmente não rodam na proporção de 19:9 igual essa tela. Ah, e a Xiaomi tomou o cuidado de arrumar os ícones no entalhe – pouca empresa faz isso.

Todo esse espaço extra, junto das bordas finas, possibilitaram uma tela de 6,26 polegadas, em um painel de resolução Full HD de tecnologia LCD IPS bastante bonito. Esse é o único da família Mi 8 que não utiliza AMOLED, justamente para tentar economizar um pouco mais.

Mas quando comparamos com os outros, a diferença não foi tão expressiva, já que ele manteve bons níveis de brilho, chegando em 750 lux pelas nossas medições, suficiente para uso externo.

Vale comentar que as cores estão fortes, do jeito que a Xiaomi sempre gosta de configurar e que isso pode alterar um pouco a sua percepção nas fotos, mas não é necessariamente um problema, afinal, quando colocamos duas fotos lado a lado, a preferência costuma ser da imagem com as cores mais vivas.

Câmera frontal e traseira

Você pode apostar que a câmera também exagera nesse aspecto. Uma das coisas que sempre me incomoda nos aparelhos da marca é o pós processamento exagerado que deixa a gente branco e as cores surreais. Isso é opinião e você pode acabar gostando, então deixa eu explicar melhor as especificações.

A resolução da frontal é de 24 megapixels, maior do que a média, mas no geral é bem parecida com as do Mi 8 SE. Os resultados são bons até no escuro e certamente é um diferencial dessa faixa de preço.

Os vídeos repetem algumas falhas do SE também mas no geral está ok. O microfone continua sendo um ponto onde é pior que a média.

Na traseira, o Mi 8 Lite faz igual todo o resto do mercado e traz duas câmeras. A principal possui 12 megapixels e a auxiliar é aquela de 5 megapixels apenas com a função de sensor de profundidade, utilizado para desfocar o fundo das fotos.

O HDR é bom e as cores também são bem trabalhadas no pós processamento. O recurso de AI pode ser legal em alguma situações, mas às vezes exagera ainda mais a cena e pode atrapalhar mais do que ajudar. Quando dá tudo certo, a foto fica bonita, só não espere muito realismo delas.

Além disso ela tem algumas funçõezinhas pouco utilizáveis e grava em 4K a 30 frames por segundo, com estabilização eletrônica em 1080p. Apesar de possuir algumas falhas, dificilmente você encontra um conjunto, nessa faixa de preço, que entregue resultados melhores.

Desempenho

Em hardware o Mi 8 Lite também não economizou. Equipado com o snapdragon 660, 64 gigabytes de memória interna e 4 de RAM, ele abre apps bem rápido, roda de tudo bem tranquilo e segura uma quantidade razoável de aplicativos sem precisar recarregá-los.

Eu diria que esse é o chipset ideal para um intermediário que também quer ser utilizado para jogos, nesse e nos próximos anos. Qualquer coisa abaixo disso está com o risco de perder a usabilidade em algum grande jogo novo.

O PUBG, por exemplo, fica no médio como padrão, mas dá para arriscar jogar no alto, podendo ocorrer um lag de vez em quando. Em outros jogos pesados a experiência segue mais ou menos esse mesmo caminho, algo difícil de encontrar nos nacionais, já que até a linha G da Motorola decidiu parar no 636.

A interface também se beneficia bastante desse processador mais forte. A MIUI está na versão 10 e dá um gostinho de Android Pie – enquanto a atualização não chega pros aparelhos da marca – que geralmente são atualizados de forma indiscriminada, basicamente todo mundo recebe.

A skin continua familiar para quem já tem alguma vivência com ela, mas ganhou algumas funções novas, como navegação por gestos e uma tela e a lista de apps abertos com aparência nova.

Bateria

Para aguentar essa brincadeira, a bateria possui carga de 3350 miliampere hora, só que não tem uma eficiência de energia tão boa. A tela maior e brilhante e o processador mais potente podem ser as causas de uma queda acentuada de bateria.

Uma hora de navegação consome em média 10%, enquanto que em jogos pesados e outras situações mais gastonas esse valor sobe para mais de 20%. É basicamente o suficiente para chegar no final do dia no vermelho, mesmo se você tiver um perfil de consumo intermediário.

Para recarga, a fonte de 18W Quick Charge 3.0 carrega 50% em 30 minutos, precisando de um pouco mais de 1h30 para ir de zero a cem. Boas marcas que aliviam um pouco os problemas de bateria. Para finalizar, o Mi 8 Lite tem GPS, bússola e o 4G funcionou bem, o que já é suficiente para você não se perder no Google Maps ou no Waze. Fiz uns testes andando de bike com o Strava e funcionou como eu esperava.

Conclusão

O Mi 8 Lite é um celular bonito e com desempenho e câmera acima da média dos intermediários, mas deixa um pouco a desejar no consumo de mídia por conta da bateria fraca e da falta de um som e microfone melhores – características da Xiaomi.

Ter uma tela amoled poderia ajudar a melhorar ainda mais as coisas como no Mi 8 SE, mas esse é o preço que ele escolheu pagar para ser um dos melhores custo-beneficio. Você não vai jogar por muito tempo, nem vai conseguir tirar foto por todo o dia no parque sem parar uma horinha para carregar, mas enquanto estiver lá, vai ser uma das melhores experiências que você encontra por menos de 1200 reais.

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1 Comment
  1. Queria entender o problema no microfone que você diz. E em relação a tela, que aparentemente não é muito resistente, basta comprar uma película e uma capinha melhor, não? Sobre o som: não é alto?

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